Teoria Musical VII: Campo Harmônico Menor

Vamos dar continuidade ao campo harmônico, expandindo as possibilidades para o modo menor. Seguiremos o mesmo esquema que foi feito no modo maior: vamos partir da escala para formar os acordes. A diferença aqui é que todas as 3 escalas do modo menor terão de formar seus campos harmônicos próprios, que, em conjunto, formarão o modo menor.

MENOR NATURAL

T      S     T       T      S       T    T

dó – ré – mi – fa – sol – lá– si

C – D – E– F – G – A– B

 I    II   III   IV    V   VI  VII

MENOR HARMÔNICA

      T     S      T      T     S      T+1/2    S

dó – ré – mi – fa – sol – lá– si

C – D – E– F – G – A– B

 I    II   III   IV    V   VI  VII

MENOR MELÓDICA

T      S     T       T      T      T    S

dó – ré – mi – fa – sol – lá– si

C – D – E– F – G – A– B

 I    II   III   IV    V   VI  VII

Antes de mais nada, algumas convenções de escrita dos graus e acordes:

  • Os graus serão grafados como maiúsculos (I) para quando forem maiores e minúsculos (i) para menores

  • A mesma regra valerá para acordes e tonalidades, X Maior maiúsculo e x menorminúsculo.

  • Tríades podem ser cifradas como X para acorde maior, xm para menor, X+ para aumentado e xº para diminuto. Isso mudará na introdução as tétrades.

  • As inversões de acorde, que serão trabalhadas posteriormente, são grafadas com o baixo cifrado ao lado do grau, mas como é inviável essa representação por aqui, simplificarei para X64/X6/X2/X54/X43, mas cuidado para não confundir com o acorde de sétima, que será o único a ter um “7” V7. Isso será trabalhado de forma mais específica futuramente.

Como apenas o sexto e o sétimo grau são alterados nas escalas menores, apenas acordes contendo essas notas terão suas versões diferentes.

O primeiro grau ( i ) do modo menor:

C – fundamental

Eb – terça menor

G – quinta justa

dó menor

No segundo grau ( ii/iiº ), vamos encontrar a sexta alterada da escala menor melódica, onde teremos mais de uma possibilidade de acorde para esse grau:

natural e harmônico:

D – fundamental

F – terça menor

Ab – quinta diminuta

Teremos aqui uma tríade de ré diminuto melódico:

D – fundamental

F – terça menor

A – quinta justa

Formamos aqui um ré menor

No terceiro grau (III/III+), encontramos a sétima da escala alterada:

Eb – Fundamental

G – terça maior

Bb – quinta justa – para escala natural

B – quinta aumentada – para melódica e harmônica

Temos um Mib Aumentado e um Mib Maior

No quarto grau (iv/IV), temos novamente a sexta maior da escala menor melódica:

F – fundamental

Ab – terça menor – para natural e harmônica

A – terça maior – para melódica

C – quinta justa

Formamos as tríades de Fá menor e Fá Maior

Agora temos o quinto grau (V), onde é necessária uma explicação mais aprofundada. Como visto no post a respeito de escalas menores, a escala menor harmônica foi desenvolvida com o intuito de estabilizar o modo menor harmonicamente para seu emprego na música tonal. O motivo dessa adaptação se dá justamente no acorde de quinto grau, que é a dominante da tonalidade: Para termos a tensão necessária para estruturar uma progressão, precisamos que esse acorde seja MAIOR, e para obtermos esse resultado, devemos elevar a sétima em um semitom. Dessa forma temos a sensível na terça do acorde para que possamos encadear as vozes de forma aceitável, como veremos futuramente.

G – fundamental

B – terça maior

D – quinta justa

Sol Maior

Agora no sexto grau (VI), teríamos a fundamental alterada na escala melódica (Aº), mas que será raramente usada:

Ab – fundamental

C – terça maior

Eb – quinta justa

Láb Maior

O sétimo grau (viiº) também compartilha da peculiaridade do sexto, mas dessa vez o menos usado será o sétimo natural(Bb):

B – fundamental

D – terça menor

G – quinta diminuta

si diminuto

Após todo esse esforço construindo os acordes do campo harmônico menor, podemos unir nossos resultados em um só sistema:

cm   dº/dm   Eb/Eb+   F/fm  G  Ab/aº   Bb/bº

para construir o campo harmônico menor em outras tonalidades, poderemos simplificar um pouco e usar o seguinte padrão:

i – menor

ii – diminuto

III – MAIOR

iv – menor

V – MAIOR

VI – MAIOR

vii – diminuto

Finalizando a lição, recomendo a construção dos campos harmônicos de outras tonalidades usadas em seu instrumento. A próxima lição introduzirá as tétrades nos campos harmônicos já trabalhados.

Início

Fundação Alimento dos Deuses

Estúdio de Produção Musical

CNPJ 32.616.693/0001-38

Uberlândia e Uberaba/MG

2016-2020©