
Se pararmos para olhar o universo à distância, veremos que em seus primeiros momentos ele era bem simples, era um espaço cheio de matéria, algo sem caracteres ou características. Era o que na mitologia Hindu se chama de “Turiya” – palavra que descreve algo como “sem atributos”. Leva tempo para ocorrer uma transformação em reinos mais criativos. A pré-condição para a criatividade é o desequilíbrio, o que os matemáticos atualmente chamam de Caos. Através da vida do universo, à medida em que caíam as temperaturas, surgiam estruturas compostas cada vez mais complexas. A partir do estado de fecundidade criativa, manifestava-se mais criatividade. O universo é uma máquina de fazer arte, um motor para a produção de formas cada vez mais novas de se estar conectado, e da justaposição cada vez mais exótica de elementos díspares.
Cada artista é uma antena para o Outro Transcendental. Enquanto seguirmos com nossa própria história para dentro disso e criarmos confluências únicas de nossa singularidade e sua singularidade, nós criamos coletivamente uma flecha a partir da história, do tempo, talvez até a partir da matéria, a qual vai redimir a ideia de que os humanos são bons. Esta é a promessa da arte, e sua realização nunca esteve tão perto do momento presente.
Canções de Medicina
Madre Ayahuasca
Diego Palma
Capo V
Am, Em, G, Am
Madre Ayahuasca aqui estão seus filhos
F, Am, G, Am
hoje viemos para estar contigo
Madre Ayahuasca curas eu peço
para meus irmãos que hoje estão comigo.
Madre Ayahuasca nos mostre caminhos
pintando visões com um bom destino
Madre Ayahuasca muito agradecidos
sagrada medicina que cura a tribo.
Ayahuasca ayní
Diego Palma
Am G
Ayahuasca ayní, Ayahuasca cura-nos
Madrezita ayní, madrezita cura-nos
Abuelita ayní, abuelita cura-nos
Am Em
Trainainay naranay nanayra nananay
El amor de Pachamama
Alonso del Rio
Capo II
C
Jo quisiera que tu sepas
G
que lo que yo tengo es lo que tú me has dado (bis)
G
El amor de Pachamama
D6/F#, Em
ha entrado en mi cuerpo y me está curando (bis)
El amor de Pachamama
ha entrado en mi cuerpo y me está hablando (bis)
Ella dice que hace años
hace muchos años que ella está esperando (bis)
Que agradezcamos al fuego
a la tierra y al aire y al agua cantando (bis)
Ella dice que las cuatro
son las medicinas que andamos buscando (bis)
Madre tierra, madre vida
Alonso del Rio
Capo II
C, Fmaj7
Madre terra madre vida... (x4)
Dm, G
Levo um canto ao padre sol
C, F
levantando na árvore da vida
REFRÃO
Dm, G
a medicina do seu amor
C, F
que nos cure, que nos cure as feridas
C, F
Madre terra, madre vida (x2)
Dm, G
Leva-me em teu coração
C, F
madre querida protege nossas vidas
REFRÃO
Dm, G
Eu te entrego um coração
C, F
levantando na árvore da vida
REFRÃO
Abrete corazón
Alonso del Rio/Rosa Giove
Capo V
C, Am
Ábrete corazón, ábrete sentimiento
F, C
ábrete entendimiento, deja a un lado la razón
G, F, C
y deja brillar el sol escondido en tu interior
F, Em
Ábrete memoria antigua escondida en la tierra
F, G
en las plantas, en el aire
F, Em
Recuerda lo que aprendiste, bajo agua, bajo fuego
F, G
hace ya, ya mucho tiempo
C, Em
Ya es hora ya, ya es hora
F, G
abre la mente y recuerda
Em, Am
como el espíritu cura, como el amor sana
F, G
como el árbol florece
F, G
y la vida perdura (x2)
C, Am
Abre-te coração, abre-te sentimento
F, C
Abre-te entendimento, deixa de lado a razão
G, F, C
E deixa brilhar o sol escondido no teu interior
F, Em
Abre-te memória antiga escondida na terra
F, G
Nas plantas, no ar
F, Em
Recorda o que aprendeste, sob água, sob fogo
F, G
Há já, já muito tempo
C, Em
Já é hora já, já é hora
F, G
Abre a mente e recorda
Em, Am
Como o espírito cura, como o amor sana
F, G
Como a árvore floresce
F, G
E a vida perdura (x2)
Madre Serpiente
Alonso del Rio
Em Em9 C
Vienes danzando ante mis ojos
Con color que nadie vio jamás
Amor de vientre
Mujer serpiente voraz
Tú me creaste a tu medida
Y vomité hasta la razón
Bota el veneno
Que paraliza el corazón
Me enseñaste que no habrá un final
Ni en el amor ni en el dolor
Tu me entregaste
El infinito en una canción
Eres mi madre y compañera
Eres mi hija y mi abuela
Eres la lágrima
En la que nadan mis sonrisas
Entre la tierra y el cielo
Se desliza solo un gran amor
Vem dançando antes meus olhos
com cores que ninguém viu jamais
Amor de ventre
Mulher serpente voraz
Tu me criastes a sua medida
vomitei toda a razão
Cuspiu veneno
que paralisa o coração
Tu me ensinastes que não haverá um final
Nem no amor e nem na dor
Tu me entregastes
o infinito em uma canção
Eres minha mãe e companheira,
eres minha filha e minha abuela
Eres la lágrima
lá que nadam meus sorrisos
Entre a terra e o céu
se desliza só um grande amor
Mulher serpente
filho de Ayahuasca sou
Ayahuasca Takimuyki
Shimshai/Don José Campos
Capo V
C, F
Ayawaska urqumanta
Am, Em
taki takimuyki (bis)
Em, Am
Chuyay chuyay hampikuyniy
F, Am
miski ñuñu kurkuchaypaq
Ayahuasca curandera...
Ayahuasca lucerito manta...
Ayahuasca chacrunera...
Ayahuasca pinturera...
El Abismo
Alonso Del Rio
Capo V
Em D6 G D6 Em
Yo lo conocí una tarde
parado frente a un gran abismo
y ni siquiera me miró
Poderoso el viento que subía
por aquel acantilado
sosteniendo su emoción
Sólo dos talones en la tierra,
todo el cuerpo en el vacío
sobre el aire se apoyó
Se me heló la sangre recordando
si es que en lo que he caminado
había visto tal valor
Am C G D
Ahora sé que hasta el viento
se inclina ante el amor
Ahora sé que hasta el miedo
termina sirviendo al amor
Em D6 G D6 Em
Su cuerpo parecía flotar
sobre una nube irreal
entre la mente y la materia
No existe el bien no existe el mal
ya no hay frontera que cruzar
sólo nos queda la conciencia
De pronto retrocedió
y me miró lleno de amor
aquel señor del gran abismo
Sólo una frase y se marchó
“sólo eres tu respiración,
en paz yo doy y en paz recibo”
Am C G D
__Ahora sé que no hay nada
corazón, más que cariño
__Ahora sé que el gran maestro
corazón es un abismo
Em D6 G D6 Em
Sólo el amor puede curar,
sólo el amor puede intentar
vencer al monstruo del olvido
De olvidarte de quién eres,
de quién fuiste y de que hiciste
del amor algo prohibido
Nunca te canses de intentar,
de recordar una vez más
que eres ya tu lo más divino
Y aunque no puedas comprender,
en cada muerte hay un nacer
por eso duele estar tan vivo
Am C G D
Ahora sé que no soy nada
corazón, más que cariño
Ahora sé que las serpientes
son maestras de los caminos
Ahora sé que no hay nada
corazón, más que cariño
Ahora sé que el gran maestro
corazón es un abismo
• tumchá tumki-túm • tumchá tumki-túm
Em D6 G D6 Em
Eu o conheci numa tarde
parado diante um grande abismo
e nem sequer me olhou
Poderoso vento que subia
por aquele desfiladeiro
sustentando sua emoção
Só dois calcanhares na terra,
todo o corpo no vazio,
sobre o ar se apoiou
Meu sangue gelou ao lembrar
se naquilo que caminhei
já tinha visto tal valor
Am C G D
Agora sei que até o vento
se inclina diante do amor
Agora sei que até o medo
acaba servindo ao amor
Em D6 G D6 Em
Seu corpo parecia flutuar
sobre uma nuvem irreal
entre a mente e a matéria
Não existe o bem, não existe o mal
já não há fronteiras a cruzar
só nos resta a consciência
De repente retrocedeu
e me olhou cheio de amor
aquele senhor do grande abismo
Só uma frase e se foi
“éres somente sua respiração,
em paz eu dou e em paz recebo”
Am C G D
Agora sei que não há nada,
coração, além de carinho
Agora sei que o grande mestre,
coração, é um abismo
Em D6 G D6 Em
Só o amor pode curar,
só o amor pode intentar
vencer o monstro do esquecimento
De esqueceres de quem és,
quem foste e o que fizeste
do amor algo impossível
Nunca se canse de intentar,
de lembrar mais uma vez
que já és o mais divino
mesmo que não possas compreender,
em cada morte há um nascer
por isso dói estar tão vivo
Am C G D
Agora sei que não sou nada,
coração, mais que carinho
Agora sei que as serpentes
são mestras dos caminhos
Agora sei que não há nada,
coração, mais que carinho
Agora sei que o grande mestre,
coração, é um abismo
Roda de Rapé com os Guardiões de Pachamama
Em Am
pasha dume pae pae be biburu akã
hay hay hay hay haira haira ne ne ne ne
xoru ruman pae pae be biburu akã
hay hay hay hay haira haira ne ne ne ne
txai ruman pae pae be biburu akã
hay hay hay hay haira haira ne ne ne ne
hawa ruman pae pae be biburu akã
hay hay hay hay haira haira ne ne ne ne
ubu sape irakan sape rakera ketu
hay hay hay hay haira haira ne ne ne ne
jãi xani nakenin hawa nakek noya
hay hay hay hay haira haira ne ne ne ne
nua xani nakenin hawa nakek noya
hay hay hay hay haira haira ne ne ne ne
hawa iri xubuxubu nai sakama ieman sakera kera ketu
hay hay hay hay haira haira ne ne ne ne
hawawa baku baku narurura desku