
Psicopédia do Mistério
conhecimento psicodélico no Alimento dos Deuses
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Evite Gurus, Siga Plantas
Dr. Terence McKenna, autor do livro que dá nome ao site
O que são drogas psicodélicas?
Drogas são produtos químicos naturais ou sintéticos que afetam processos bioquímicos em organismos vivos. Eles diferem dos alimentos, pois, diferentemente dos alimentos, os medicamentos não são consumidos para fins nutricionais, mas sim por seus efeitos físicos e/ou psicoativos (um produto alimentar pode conter ou ser parcialmente composto por uma ou mais substâncias que o classificam como medicamento)
As drogas psicoativas são divididas em três amplos grupos:
depressores, estimulantes e psicodélicos.
Os psicodélicos são uma classe de substâncias que manifestam
mudanças únicas e profundas de consciência, durando desde breves instantes até longas horas. Saiba mais nos menus desta página!
Se você está interessado em drogas, a primeira parada é a biblioteca.
E é uma longa parada. E eduque-se!
Uma coisa que as pessoas não fazem o suficiente quando desenvolvem trabalho psicodélico é passar tempo na biblioteca.

O problema não é encontrar a resposta. É encarar a resposta.
Neste site, fornecemos informação e bibliografia para seu estudo das drogas psicodélicas, com abordagem bioquímica, crítica e filosófica.
Não enviesamos nossas publicações através de visões espiritualistas ou religiosas, inspirados principalmente no legado dos irmãos McKenna.
O que são os Xamãs de Plástico?
Uma introdução à psiconáutica por Christhian Beschizza
Shaman, palavra derivada da linguagem dos Tungas da Sibéria, popularizou-se no século XX como um termo genérico para curandeiros e líderes espirituais indígenas. Isso é, em grande parte, devido à disseminação cultural dos livros de Carlos Castaneda sobre Don Juan.
Apesar da conquista da América, ainda existem comunidades estruturadas sociopoliticamente como uma família estendida, como é o caso no tribalismo homeostático que caracteriza as sociedades pré-literadas. Exemplos incluem os nativos da bacia amazônica e outros povos andinos que resistiram à adoção da cultura dos colonizadores e missionários. Entre os acadêmicos sérios, aceita-se que os primeiros nativos americanos chegaram às Américas da Sibéria pelo Estreito de Bering, tendo assim dado continuidade à linhagem de religiosidade ancestral no novo continente.
Xamãs (em português) são figuras religiosas arcaicas, pessoas instruídas por seus antecessores ou intuídos para estados alterados de consciência ampliados para reforçar coesão social através de cerimônias, trazendo aprendizado pessoal e tratamento de males diversos.
Suas técnicas de indução de transe extático consistem em música, dança, períodos extensos de imobilidade, seclusão na natureza, privação sensorial, técnicas de respiração, exercícios intensos, provações de extremo desconforto, dietas inusitadas e a administração de compostos visionários.
O estudo antropológico da religiosidade povos nativos aponta que o xamã é uma figura que detém uma suposta capacidade de interagir com espíritos da natureza, antepassados, ou outras entidades sobrenaturais, através do método de alteração de estados alterados de consciência na realização de rituais. Além disso, afirmam poderes de cura ou adivinhação.
Já o neoxamanismo é uma apropriação do misticismo característico da controversa Nova Era, uma forma de neopaganismo em que o praticante se imagina uma ponte entre os mundos material e metafísico, fundamentando-se nas premissas do vitalismo e pensamento mágico.
A maioria dos neoxamãs sabe algo sobre a versão popularizada do xamanismo, mas fez pouco estudo real das vivências e crenças espirituais dos xamãs tradicionais, concentrando-se em tópicos de hibridismo cultural superficial, como "animais de poder", "cristais, astrologia e cartas divinatórias" e "busca de visão".
Construindo uma série de contextos supostamente ancestrais e erguendo tradições fictícias, entusiastas do neoxamanismo, sejam eles urbanos ou até mesmo descendentes indígenas colonizados, embasam e sacralizam rodas de uso coletivo de psicodélicos - como ayahuasca e wachuma, ou até mesmo rapé e sananga - e comercializam seus trabalhos para um público curioso e desinformado, que insatisfeito com a cosmologia cristã predominante, encontram uma alternativa promissora.
Sua confiança na fé, folclore e boas intenções, em detrimento da compreensão bioquímica e clínica, frequentemente leva a catástrofes decorrentes da administração inadequada de drogas psicodélicas, falhando em planejamento.
Esses percalços, baseados diretamente na minha própria experiência de vida e observação de colegas e conhecidos, podem levar à instabilidade psicológica, desde casos de depressão, psicose perpétua e dissonância cognitiva entre realidade e crenças, até mesmo ao óbito de pessoas envolvidas em tais ciclos clandestinos de medicina alternativa.
Um termo pejorativo comum aos praticantes do neoxamanismo é "xamã de plástico"
