top of page

Ibogaína

14358777_549896201885195_524861686697047

Documentário que acompanha o uso tradicional de Iboga na África e seu uso clínico para tratamento de depedências e adicções. 

Durante o tratamento, (ou experiência) com a Iboga você recebe alguns presentes dela, como grandes revelações e momentos intensos de auto conhecimento, em alguns casos principalmente se a dose for um pouco mais forte o indivíduo pode experimentar o que chamamos de "rito de passagem". Nas tribos africanas do Gabão, onde tomar Iboga é muito mais que um hábito, é um ritual sagrado, quando alguém toma a Iboga e se depara com o "mundo da Iboga" ela "morre" para as antigas convicções e é isso que chamamos "rito de passagem", a morte de nossos medos, injúrias, agonias para experimentar aquilo que a Iboga nos presenteia. No caso do uso da Iboga para ajudar no tratamento da dependência química, o que a Iboga mata é as mentiras que a droga cristaliza no cérebro do adicto, por exemplo, ela desmistifica a idéia de que é VOCÊ que tem controle sobre a droga e não o contrário, ela também ajuda a entender quais são seus pontos fracos que não o deixam lutar contra o vício, além de mostrar o mal estar verdadeiro que é estar adicto, ela mostra isso a você.

Diretrizes para Administração da Iboga (Como tomar a Iboga/Ibogaína)

A ibogaína é ativada no fígado, a ibogaína é o alcalóide mais importante da Iboga, uma vez ela chegando ao fígado, quanto mais fácil for sua ação de distribuição e atuação celular melhor, vários fatores simples podem evitar que baixe a ação da ibogaína no corpo, quanto menos ela tiver que “brigar” com outras enzimas que diminuem a ação dela melhor vai ser o resultado de sua atuação no organismo.
A Iboga produz efeito terapêutico em doses tão pequenas quanto 100 mg e possui efeito acumulativo devido ao fato de a ibogaína acumular-se no tecido adiposo e ser liberada lentamente no organismo, soma-se ainda a meia-vida longa de seus metabólitos. O efeito de uma dose baixa única pode ser sentido por vários dias.
Existem várias formas de administração, em dosagens variáveis, com efeitos distintos. Em qualquer quantidade ela atuará farmacologicamente sobre os mecanismos relacionados ao vício, à depressão e à desesperança.


BAIXA DOSAGEM: Produz um efeito tipicamente estimulante, porém sem picos de euforia ou depressão pós-uso, motivos pelo quais a Iboga não provoca dependência. É a forma de administração preferida dos nativos Bwitis para o tratamento da dependência química, depressão, AIDS (já há pesquisa a respeito) e compulsões diversas, no entanto muitas destas aplicações ainda são experimentais na ‘medicina moderna’. Em baixa dosagem a Iboga também atua como potente afrodisíaco (somente em contexto adequado), tem potencial para o tratamento do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção) em adultos e doenças degenerativas do sistema nervoso central. A quantidade ingerida varia para cada pessoa, ela mesma deverá descobrir a dosagem que lhe traz bem-estar máximo sem os incômodos relativos à administração de doses um pouco maiores, como a visualização de brilhos furtivos na visão periférica. A experiência demonstra como eficiente uma dosagem média de 400 mg a cada 2-4 dias, dependendo de cada caso, mas algumas pessoas podem se beneficiar de uma dosagem maior ou menor. Observe seu corpo, as sensações e ajuste a dosagem a seu critério.
A dose deve ser tomada sempre pela manhã, do contrário causará insônia. A baixa dosagem é também utilizada como manutenção da abstinência após o ‘reset’, em testes preliminares e antes do ‘reset’ com o objetivo de aumentar a sensibilidade do cérebro à ibogaína e assim aproveitar melhor a substância, o que resulta em economia.
Baixas dosagens são particularmente seguras (mais seguras que a grande maioria dos fármacos de venda livre), no entanto, se você notar efeitos colaterais físicos desagradáveis reduza ou interrompa o uso. Ao passo que efeitos desagradáveis a níveis emocionais, mentais e espirituais devem ser recebidos como um Presente para a cura que você deseja, mas se estes aprendizados estiverem intensos você pode reduzir a dosagem.

 

ALTA DOSAGEM: O tratamento com Iboga em alta dosagem provoca profundas transformações positivas sobre o psicológico, o emocional e o espiritual. Esta experiência é muitas vezes descrita como um ‘reset’, uma experiência espiritual de morte-renascimento que elimina com êxito vícios, compulsões, depressão e outras formas de sofrimento humano de forma rápida. Esta forma de aplicação provoca no corpo o equivalente à anestesia geral. Após o tratamento a recuperação é gradual. Para ingressar nesta forma de tratamento é preciso obter conhecimento prévio, familiarizar-se bastante com a substância (através de testes com pequenas doses e aumentos graduais) e tomar as devidas precauções. Não se deve ingerir uma grande quantidade de Iboga em dosagem única sem o acompanhamento de alguém experiente na terapia.

Da primeira vez tome uma dose pequena (não mais que 1 grama) para testar a sua sensibilidade à Iboga. Se observe e faça testes aumentando gradualmente a quantidade. A iboga atuará no organismo e facilitará as próximas experiências. A experiência enteógena com a Iboga pode ser intensa e cada pessoa pode reagir de maneira diferente. Cultos nativos usam 2 a 3 gramas para as mulheres e 3 a 5 para os homens. Em clínicas utiliza-se dosagens acima de 5 gramas (somente com acompanhamento).

 

Pessoas com as seguintes condições NÃO podem tomar Iboga em alta dosagem, e devem ser muito cautelosas na administração de baixas dosagens:

- Infecções, incluindo úlcera, pneumonia ou infecções na pele;

- História da formação de coágulos sanguíneos ou anormalidades de coagulação;

- Câncer;

- Disfunção cerebelar;

- Desmaio crônico;

- Diabetes não controlada;

- Enfisema;

- Epilepsia;

- Doença de Crohn ou síndrome do intestino irritável;

- Úlcera gástrica;

- Doença cardíaca, sopros cardíacos ou arritmias cardíacas;

- Obesidade;

- Pressão arterial alta não medicada;

- Doença Renal;

- Doenças de fígado, incluindo hepatites;

- Gravidez;

- Distúrbios psiquiátricos graves;

- Derrame.

- Quanto mais tempo a pessoa estiver abstinente melhor, aconselha-se um mês LIMPO de drogas e álcool, remédios psicoativos e outras substâncias psicoativas. Não impede a administração de iboga, principalmente in–natura e em baixas dosagens em pessoas ainda na ativa das drogas, porém as drogas também são metabolizadas no fígado e ação da ibogaína caíra relevantemente ou o processo de cura levará mais tempo;
- Pessoas com transtornos psicóticos e esquizofrênicos precisam ser avaliadas por um profissional de saúde especializado antes de iniciarem o tratamento com Iboga, mesmo em baixas dosagens;
- Remédios como Fluconazol, Clonazepam, Diazepínicos, Fentanil, Omeprazol, Claritine, Antibióticos macrolídeos (Eritromicina, Azitromicina, Claritromicina, etc..), Antidepressivos e outros medicamentos de ação psicoativa e psiquiátrica são perigosos e existe um tempo para poder iniciar com a iboga;
- Durante a administração da iboga, é imprescindível que a pessoa pare de ingerir bebidas alcoólicas;
- Durante a administração da iboga, descobriu-se que Club Soda, Schweppes Citrus, Água Tonica, Água com Gás com sabores cítricos, dificultam a ação na ibogaína no fígado, é importante que não se tome esses refrigerantes na administração da iboga;
- É aconselhado à pessoa a não tomar medicamentos com o final “ina”, como Aspirina, Novalgina, Histamina, pois contém componentes que agem metabolicamente como as drogas, assim como aqueles que contém cafeína em altas doses e até mesmo alguns derivados da morfina, que é expressamente proibida por pessoas que estão na luta para largar vícios e adicções;
- É aconselhável a pessoa que administra iboga não fazer uso de relaxantes musculares, Torsilax, Tandrilax ..etc… todos contém cafeína em alta concentração e codeína (derivada da morfina) que também prejudica a ação da ibogaína;
- Durante a administração da Iboga é aconselhável a pessoa diminuir a quantidade de café que ingere por dia, pesquisas apontam que 3 xícaras é uma dose aceitável para quem toma ibogaína e ainda tem um efeito estimulante saudável, mais que isso o fígado entende como super doses;
- A pessoa que faz uso da iboga não deve tratar gripes ou resfriados fazendo uso de própolis, pois ele contém uma dose significativa de álcool e açúcar que pode prejudicar a ação da ibogaína;
- Recomenda-se tomar suplemento de cálcio e magnésio durante uma semana antes do tratamento em alta dosagem ou durante o tratamento em baixa dosagem, pois auxiliam na melhor absorção da ibogaína pelo organismo;
- Não fazer jejum total antes do tratamento em alta dosagem, nem durante o tratamento em baixa dosagem.
- Caso a pessoa venha a ter dores de cabeça durante o tratamento, é indicado somente a ingestão de Paracetamol, (750mg), pois o Paracetamol tira a dor sem agir onde a ibogaína age, e sem modificar a dinâmica metabólica da pessoa, nem estimula nem deixa mole, cansado, com sono, etc… E mesmo depois do tratamento a pessoa deve evitar remédios para dor de cabeça que tenham cafeína, o Paracetamol é amplamente satisfatório em grande parte das vezes.

 

Quando você faz o tratamento com a Iboga, você percebe mudanças diárias de comportamento e de compreensão da vida, de uma maneira geral a Iboga age por um determinado tempo no organismo daquele que a consumiu. No entanto alguns comportamentos e hábitos podem prejudicar essa ação ininterrupta da Iboga. 
A iboga se mostra extremamente eficiente no tratamento da adicção em inúmeras drogas.

Pessoas com vício em Cocaína e Maconha tendem a ter uma eficácia maior frente a Iboga, pois essas drogas são metabolizadas de maneira diferente no organismo e no cérebro, já a Heroína, Crack e o Álcool tem- se que atentar mais, dobrar os cuidados e o tratamento deve ser levado sumariamente a sério, pois essas drogas tem ação metabólica mais destrutiva psicologicamente e no organismo tem ação diferente também.

 

A ibogaína se mostrou eficiente também no tratamento de pessoas viciadas em Metadona (Controlador de abstinência para dependentes de heroína). A Metadona é proibida em diversos países e extremamente controlada onde se oferece seu tratamento, pois ela é quimicamente igual à heroína e de alto potencial viciante.

 

O mais importante salientar é que pequenas coisas e hábitos podem evitar recaídas e potencializar a ação da Iboga, existem dois elementos considerados inimigos número um da pessoa que está em tratamento com Iboga para se libertar de vícios, o Cigarro (Nicotina) e o Álcool.

 

* O tratamento psicológico ajuda muito, como por exemplo não passar por lugares onde se usava ou comprava droga, não ter vínculos com pessoas ainda na ativa, não trocar uma droga por outra, (Exemplo: - Eu usava crack, agora uso Maconha.), é a mesma coisa, adicção é doença, e não importa a droga que você usa para se satisfazer, se ainda busca uma delas você ainda está doente. Para você deixar de ser um “Dependente Químico” você não pode mais depender de ter que por elementos químicos dentro de você para que você fique bem.

 

A luta contra dependência química é como se fosse uma estrada que você tem que contruir. Sozinho, você vai de enxadada em enxadada para abrir caminho rumo a libertação, com a Iboga você ganha uma retroescavadeira, um trator.

 

A Iboga é um ferramenta sem precedentes nessa luta, deve-se saber usá-la e principalmente ajudá-la fazendo sua parte.

Uma aula densa sobre a história e efeitos da Ibogaína (CC em PT)

bottom of page