
É importante ler alguns reports para expandir seu dicionário interno através de jornadas explicadas por veteranos mais articulados...
Encontrei Deus
Arruda: sementes fervidas em 100 ml de água, fogo baixo por 10 min, com ½ tablete de vit. C (Cebion). Após os 10 min acrescentei + 100 ml de água (para não secar). Fervi por mais 5 min.
Sobrou um chá com sementes, de cor ocre e turvo, com forte brilho fluorescente sob luz UV.
Cogumelos: 3 g picados em 200 ml de chá de capim-cidrão (1 sachê), em infusão por 15 minutos. Açúcar a gosto. Mais 2 g de cogumelos ingeridos secos.
Tomei o chá de arruda primeiro. Tem um gosto misturado de terra com azedo forte, então fiz o possível para tomar de uma vez, com sementes e tudo. Desceu pela garganta como uma lixa azeda. É ruim, mas não tão ruim quanto resina de cacto, por exemplo.
Em 15 min, enquanto preparava o chá de cogu, senti uma onda de calor e rubor pelo corpo, sem outros efeitos. Não me causou náuseas, nem efeitos psicoativos pronunciados.
30 min após o chá de arruda, tomei a dose inicial de cogumelo. Depois de já ter tomado o chá de arruda, o gosto do cogumelo ficou pior do que já é, mesmo disfarçado com outro chá e açúcar. Após 20 min comecei a sentir os primeiros efeitos do cogumelo, e em 40 min vieram os efeitos totais, inclusive os visuais. Imagens em vídeos em 3D, tudo na sala dançando e se mexendo em espirais, fagulhas de luz pelo ar, etc. Eu conseguia ver o ar. O éter, a trama do universo vibrando junto com a música.
Depois de mais 1 hr (2 horas após o chá de cogu), ingeri os 2 g de cogumelos secos. Quase não consegui ingerir mais nada, depois do primeiro pedacinho de cogumelo, e no final tive que mandar pra dentro tudo de uma vez, junto com chocolate, e beber água em seguida, para descer.
Se chocolate é algo incrível de se experimentar na trip, o cogumelo seco foi como um castigo dos deuses (o gosto). Uma punição do universo. Açoite com arame farpado. O capeta em chamas dando um soco no estômago. Praticamente um estupro oral... Foi como perder a dignidade, de tão triste que eu fiquei, após me forçar a comer os cogumelos secos. E isso porque normalmente eu quase gósto do gôsto dos secos.
Acho que eu já estava sentindo a parte da arruda nessa história (já me sentia dois)...
Quanto aos efeitos da experiência... O título resume.
Encontrei Deus.
Me senti na presença de Deus, como se ele estivesse junto comigo, dentro do meu corpo.
Conversei com ele, como se fosse um velho conhecido. Então percebi que Deus era (é), na verdade, eu mesmo. Notei que não existe tal diferença – Deus está dentro de nós, pois nós somos Deus, nosso próprio Deus, interior. Então me senti Deus, mas um deus de carne e osso, como na mitologia grega ou nórdica. No meu único templo, e o maior de todos – meu corpo. Que era (é) do tamanho do Universo.
Como percebi na hora, descobri, na prática, o próprio significado de ENTEOGENIA. Me senti extremamente realizado, com a descoberta.
Mas a trip não parou por aí. Até hoje não consegui lembrar a ordem e os tempos em que as coisas aconteceram. Nem consigo lembrar a trip inteira... Mas foram várias trips em uma só, muitas perspectivas diferentes.
O que veio antes ou depois, não lembro. Senti o corpo, mente e alma, separados e independentes.
A consciência se estilhaçou em talvez uma dúzia de pedaços e os estilhaços foram viajando, em alta velocidade, por realidades paralelas. Enquanto uno, viajei livre pelo universo. Estive em todos os lugares, tempos e situações da minha vida, dos 3 aos 33 anos. Era só pensar em um lugar ou situação, para estar lá.
Tive ciência acentuada do corpo, e de todos os processos corporais (a trip nas tripas ). Sentia o sangue correndo nas veias, todos os processos da digestão, o coração batendo, tudo, em detalhes, cada célula. Cada músculo e ponto de pressão do corpo, eu sentia como um orgasmo. (mas urinar assim foi muito, muito esquisito. )
Com a minha mão, toquei a minha alma. Sem encostar no corpo, apalpei meu próprio coração. Tirei de lá alguns sentimentos, como quem tira folhas de uma piscina com uma redinha. Como se o dedo indicador fosse um bisturi, rasguei minha alma em 2, de cima para baixo. Fácil. Não lembro em quantos pedaços me cortei, mas a alma parecia de papel. Podia até fazer aqueles bonequinhos de mãos dadas, se na hora lembrasse.
E assim foi. Mas após a 6ª hora de trip, começou a se tornar cansativo, pois o corpo, mente, alma e consciência não ficavam os três (ou quatro?) no mesmo lugar. O cogumelo baixou, os efeitos visuais cederam, e a cabeça já estava cansada. Eu não estava me sentindo muito bem, fisicamente, então medi a pressão e batimento, estavam altos. A pressão sistólica estava alta mas não muito, a diastólica é que estava relativamente mais alta, e isso me assustou um pouco.
Então coloquei música baixinha, apaguei tudo, e tentei dormir. Mas a consciência continuava separada, e não ficava no corpo, que estava desconfortável, então demorei para pegar no sono.
No dia seguinte, mesmo depois de dormir, continuei me sentindo cansado, então permaneci em retiro.
Fiquei vários dias, ou semanas, com a mesma sensação de consciência corporal que atingi na trip. Sentindo a kundalini, os chakras, o corpo dos fios de cabelo à ponta dos dedos. Mas num nível “normal”, tolerável, é claro.
E também durante semanas, ou até hoje, fiquei com a sensação de poder controlar totalmente o humor, os sentidos e os sentimentos. Felicidade, alegria, tristeza, fome, não fome, calma, agitação. Quase como o aperto de um botão. E uma sensação de lucidez muito forte, lúcido como nunca estive acordado... Que hoje é intercalada com momentos muito sóbrios, em que eu estou quase numa trip, de tão longe que vou, em pensamento.
Após esta trip tive várias outras, somente com cogumelos, nas doses habituais, e até maiores. Mas as trips que vieram em seguida não tiveram a mesma profundidade, a mesma felicidade que tinham antes, mesmo em doses altas.
Tolerância, talvez. Ou, quebrei alguma coisa mesmo. De qualquer forma, precisei e achei que era hora de dar um tempo.
Então, eu parei.
Mas o sábio disse, apenas:
– Até logo...
Encontrando os aliens
Eu não sou nenhum estranho às drogas. Eu comecei a fumar maconha quando tinha 14 anos e minha curiosidade foi se multiplicando com o tempo. Eu me perguntava quanto mais eu poderia empurrar o envelope e, para mim, pelo menos, parecia instintivo que eu tentasse psicodélicos. Eu nunca estive curioso sobre narcóticos, mas, eventualmente, eles me encontraram, mas isso é uma história para outro dia. Tentei LSD pela primeira vez quando eu tinha 17 anos e a partir desse momento, o meu mundo foi deslocado de uma maneira nova e bonita. Depois disso, eu usei LSD cerca de 10 vezes e, em seguida, tropeçou em palestras da tarde e grande Terence McKenna, que havia se tornado um pai de família que muitos exploradores psicodélicas de uma geração que ainda usava fraldas quando suas melhores palestras foram ocorrendo, inclusive eu.
Eu sempre fui curioso sobre seus discursos sobre "o outro", como ele a chamava, que ele experimentou em cogumelos. Talvez as minhas experiências foram influenciados por ele, ou talvez não. Eu não faço ideia. No entanto, cerca de 3 anos depois de minha experiência de ácido inicial, eu finalmente cheguei a experimentar cogumelos e nas primeiras vezes eram muito desconfortáveis. Assim que eu atingia o pico, eu sempre senti essa inteligência orgânica que não era minha; não é tão intensa, mas está definitivamente lá e me sinto desconfortável com algo mais em minha mente, mesmo para me orientar. Finalmente cheguei a um acordo com essa presença e aproveitei-a nas próximas 30 jornadas com cogumelos que tive (doses foram entre 2 a 4 gramas, mas geralmente 4 gramas). Eu, então, decidimos tentar a "Heroic Dose" de Mckenna na escuridão silenciosa.
Peguei dois cogumelos particularmente grandes das 100 gramas que eu comprei. Eles pesaram 5,5 gramas combinados e eu decidi que seriam esses que me empurrarariam mais. Comer esse montante não foi fácil; o sabor da terra era quase irresistível, mas eu estava focado. Eu precisava ver o que Mckenna estava falando. Eu deitei na minha cama, o quarto estava completamente escuro e eu fumava um beck pré-enrolado. Pensei na minha vida, o que eu queria alcançar e apenas se preparando mentalmente me. Após cerca de 30 minutos, distúrbios no meu campo visual surgiram na escuridão. Eles foram semelhante a fosfenos, mas tinha uma qualidade linear e parecia estar jigging de lado a lado. Então veio a carga corporal, era mais pesado do que o habitual. Senti-me afundar-se na cama e começou a girar. Não houve náuseas, mas eu estava girando com velocidade cada vez maior. Os visuais iniciado, os fosfenos foram explodindo em cores que variavam de laranja para amarelo para vermelho e então eles interligados para formar formas geométricas complexas, que se transformou de um estado para outro. As cores terrosas e alucinações geométricas fora-de-foco que são aparentes em doses mais baixas foram substituídos por ângulos retos claros e faces triangulares estranhas que fluíam com cores brilhantes.
Tornei-me arrogante e mentalmente perguntei: "Isso é tudo que 5 gramas tem para oferecer?". Imediatamente o cogumelo se manifestou com desprezo; meu corpo começou a vibrar e tremer enquanto uma voz inseto me repreendeu em uma linguagem de zumbido que eu não entendia. Parecia que, "kwwoooorrr, qrik Krawk kwooor". Mesmo sem entender as palavras, eu imediatamente tenho a impressão mental que eu precisava ser paciente. O sentimento de "O Outro" foi esmagadora neste momento e eu me vi orando por perdão e misericórdia. Eu estava humilhado e com um pouco com medo, porque eu percebi que não havia escapatória. Tive que suportar a experiência; o que vier.
Os visuais tornaram-se mais intensos e, em seguida, houve uma discrepância. A geometria e as cores se formaram em uma estrutura sólida e, no entanto, em constante mudança. Era uma cúpula com um piso sólido e paredes que teria chegado a um ponto no topo. Tentei me mover, mas eu estava pressionado por tiras construídas a partir do mesmo material como o chão e as paredes. Eu percebi que eu estava amarrado a uma mesa e 4 tiras distintas estavam me segurando lá em uma posição vertical; Senti que esta "mesa" foi virando à direita e havia uma entidade lá. Era uma criatura como um louva-deus verde com joelhos que dobravam para trás e garras que só tinha três dedos e um polegar. Sua cabeça foi alongada como os crânios encontrados no Peru e não tinha as características faciais, mas sim uma carapaça vermelha que quase parecia que a forma do ícone de Transformers. Senti uma inteligência por trás da carapaça que era muito mais velha, mais inteligente e mais evoluído do que eu. Eu não sentia medo e eu achei que esta criatura estava curiosa para saber quem eu era. Ele transformou sua cara, uma vez que me observado. Ele nunca falou para mim, mas eu tenho essas impressões mentais estranhas.
"Quem é você e o que você está fazendo em nosso espaço?"
"Eu estou tentando compreender." Eu respondi.
A criatura então olhou por cima do ombro e me dei conta de outras cinco criaturas que estavam de pé atrás de um painel que parecia a ser feita do mesmo material que o piso e as paredes eram feitas de mas havia um botão vermelho distinto que estava parado na o meio da placa. As criaturas eram de diferentes cores e sexos. O primeiro deles era azul, o segundo verde, o terceiro (em pé na frente do botão) era azul escuro, a próxima era verde e o último era azul. Mesmo que eles nunca falaram, reconheci que os azuis eram do sexo masculino e os verdes eram do sexo feminino. O terceiro, que estava na frente do botão, era o líder e emanava poder. No comando da criatura do sexo feminino que estava em frente de mim, o terceiro macho apertou o botão vermelho. Olhei para baixo e vi os tubos que pareciam ter-se criado a partir da mesma "substância" que o quarto foi feito. Havia dois tubos e eles perfuraram meus tornozelos e se contorceram através das minhas pernas e até meu cérebro como cobras. Eu não senti nenhuma dor e nenhum medo, eles estavam tentando me entender tanto quanto eu estava tentando entendê-los. No entanto, eu não senti estes tubos como construções que se deslocam através do meu corpo; foi peculiar. Eu senti-los se contorcer ao meu pescoço, um de cada lado da minha medula espinhal e depois perfurou meu cérebro. A sala desapareceu e eu estava perdido em uma apresentação de slides das minhas memórias; tudo a partir de nascer de aprender a caminhar para onde eu estava agora. Todas as minhas memórias exibidas para essas criaturas. Quando o slideshow pegou o ponto onde conheci as entidades, ele parou e eu senti os tubos cederem. A fêmea me disse algo em seu estranho idioma inseto e eu senti as tiras ceder. Afundei através do chão para meus olhos abertos encima da cama. Eu estava assustado; meu cérebro de primata não conseguia entender o que tinha acontecido e a semelhança mais próxima que eu poderia encontrar era o típico cenário de "Alien Abduction".
Eu corri para fora do quarto e encontrei meu tio que ainda estava profundamente em sua viagem de 4 gramas. Eu não poderia explicar isso para ele e não queria arruinar a sua experiência. Voltei para o quarto e processado o que eu tinha experimentado.
Até hoje eu não sei se esta foi uma experiência subjetiva puramente pessoal ou se alguém, além de McKenna, experimentou algo ao longo destas linhas. Se você tivesse que me perguntar se eu senti que era "real", gostaria de dizer-lhe que era mais "real" do que qualquer coisa que eu já experimentei e foi tão poderosa que eu nunca iria esquecer. Eu iria tentar novamente? Claro, no entanto, eu estava com medo do "Heroic Dose" por um longo tempo e levou apenas 5 gramas novamente quase um ano mais tarde, e em circunstâncias muito diferentes.
Eu acredito que existem forças na natureza que não temos a capacidade de compreender ainda, mas há muita coisa que podemos aprender com estes compostos que têm efeitos profundos sobre a consciência humana. Tenha um bom tempo e boa viagem, meus amigos.
Peia, experiência mística e viagem no tempo (?)
Comecei minhas experiências com os cogus em 2011, a primeira vez que tomei foi incrível e graças ao fórum pude encontrar e identificar os cogumelos numa caçada num pasto aqui da minha cidade. Depois dessa 1ª viagem fiquei encantado com a percepção de realidade que os pequenos proporcionavam e eu fiquei sempre querendo ter aquelas sensações novamente, o que me levou(na minha ignorância) a consumir eles em curtos períodos de tempo, com intervalos de 2 a 5 dias para uma próxima trip sem ao menos "digerir" os insights ganhos nas experiências. Bom, nessa onda de sempre querer utilizar os cogus de forma recreativa teve um dia em que o aprendizado foi necessário e sua força se mostrou com tudo, foi na 6ª vez que tomei e é a que vou relatar abaixo, desculpem pelo texto longo:
Era domingo, tinha chovido bastantes nos últimos dias e o sol resolveu dar o ar da graça com um céu limpo e azul, o que me veio logo em mente ir a caça dos pequenos. Liguei para um amigo e o chamei logo cedo pela manhã e fomos para o pasto e encontramos poucos cogumelos, até o momento só tinha consumido o chá e aquela quantidade não dava pra fazer (fazia o chá com cerca de 40/50 cogumelos) e então resolvemos comer. Me baseando pela quantidade do chá que dava pra 5 pessoas, pensei que seriam necessário uns 10 cogumelos ingeridos por pessoa pra bater uma trip boa e pensamos em chamar mais um amigo para dividir. Ligamos pra ele e ele falou que chegava em instantes, passou-se umas meia-hora e ele chega acompanhado de mais 2 amigos que também estavam afim de experimentar, fiquei um pouco indignado dentro de mim porque achava que aquela quantidade só daria pra 3 pessoas e ele acaba trazendo mais duas, totalizando 5.
Resolvemos comer ali mesmo no pasto e na minha ignorância falei que aquela quantidade dava apenas pra 3 pessoas e que já tinha separado a minha quantidade, o que eles não se importaram e dividiram entre eles 4 os que sobraram (média de uns 3, 5 pra cada), e eu na minha ambição (vai vendo) estava com as duas mãos cheias de cogumelos picados para facilitar na ingestão (média de uns 15 cogumelos), engoli tudo em quatro bocanhadas cheias.
Colocamos Pink Floyd pra rolar e aguardar o cogu bater, na minha cabeça só eu que iria ter uma trip e coitados deles não iriam ter nada (ledo engano, coitado de mim). Com uns 30 minutos comecei ver a grama do pasto como que ganhar vida e começar dançar prum lado e pro outro e pensei "Massa, tá batendo, pena que os caras não vão sentir isso" ... logo em seguida um dos cara que o meu amigo trouxe disse "Eita, as plantas parecem que tão dançando!", estranhei .
Depois comecei ver as cercas serpenteando pra cima e pra baixo e um dos caras falou "A cerca tá parecendo uma cobra subindo e descendo"... nesse momento pensei que os caras, que tinham comido poucos cogumelos estavam vendo o mesmo que eu, imagina eu que tinha comido o triplo que eles o que vinha pela frente!?
Nessa hora me levantei pra ir vomitar e botar pra fora os cogumelos, e então foi que ele pegou com força... comecei ver o chão se mexendo muito, mas muito mesmo, parecia balançar como um barco e minhas pernas estavam moles como borracha. Fui caminhando com dificuldade pra uma cerca longe dos caras pra vomitar e chegando lá meti o dedo na garganta, estava tudo se mexendo, sentia meu braço mole e minha mão parecia estar entrando toda na garganta, como que derretendo. O vômito era escuro e saía muito, não sei de onde vinha tanta coisa pois estava de jejum e não tinha bebido tanta água, era como que o que eu estava botando pra fora não estava apenas no meu estomago, era algo de dentro de mim e a sensação era horrível toda vez que expelia aquilo. Toda vez que saía aquilo via um monte de "mosquitinhos pretos" voando do liquido no chão, pareciam com os da cena do filme "A Espera de um Milagre" em que o negão bota pra fora um monte de mosquitos pela boca quando cura o Tom Hanks na prisão, eram vários voando ao meu redor. Pensei que os meus urros estavam incomodando os caras que estava deitados embaixo de uma árvore, pois eu estava escutando muito alto, mas olhei pra eles e eles estavam bem lá, comecei sentir uma sensação de medo e pensei que iria morrer pois mal conseguia respirar de tanto que vomitava.
Procurei manter a calma (foi difícil) mas enfim consegui parar de vomitar e retornei pra árvore, chegando lá pedi pra deitar do lado de um amigo meu e me deitei, olhava pra mim e me via sujo, cogitei ir num riacho que tinha próximo me lavar mas meus amigos diziam que eu estava limpo mesmo eu me vendo todo sujo como que de terra, aí começa uma coisa estranha que explicarei mais pra frente, foi o que me impactou esses últimos dias. Comecei olhar pro lado, pro meio do pasto e parecia que uma "gota d'água" gigante, invisível, caía no meio do pasto, ficava caindo do céu e o chão fazia aquelas ondas que vão se estendendo, como na água quando jogamos uma pedra, e o chão vinha ondulando e passando por mim, sentia ele subindo e descendo quando passava. Comecei sentir uma presença* vindo de lá em minha direção, então olhei pra frente, pro horizonte e tentei me concentrar pois os pensamentos estavam à mil e estava muito confuso refletindo sobre muitas coisas da vida.
Comecei focar o horizonte e começou tocar "The End" do The Doors, nesse momento comecei ouvir o Jim Morrison mas não parecia ele, não parecia falar inglês, o som parecia vir do final do horizonte, do céu, parecia um xamã falando, era como se fosse o cogumelo conversando comigo. O céu estava imenso, perdi a dimensão de espaço, olhava por cima do meu peito respirando que estava alinhado com as serras à frente, e a serra parecia companhar a respiração, era como se eu fosse gigante e meu peito estava lá na distancia das serras, respirando junto, como se eu fizesse parte de lá. Não entendia o que o som dizia, mas compreendia tudo, ele me perguntava coisas tipo (como eu compreendia, resumido): "Eu fui tão bom com você, te mostrei tantas coisas, por quê não quer compartilhar? Por quê você quer tudo pra si?"
E eu Pensava: "Tá bom, eu quero que passe, por favor, nunca mais vou tomar"
Comecei sentir aquela presença que veio lá do meio do pasto no meu lado, me observando, mas não sentia medo, era uma presença "conhecida"...
Comecei de novo pensar que iria morrer, aquilo me meteu medo, e era como que o cogumelo estivesse indignado comigo, e foi como que disse: "Não, você num queria viagem? agora vai ter!"
Nossa, nesse momento o som ficou agitado, tudo começou distorcer, as cores do azul do céu, o branco das nuvens com o verde e marrom do chão, começaram a se misturar tipo numa espiral e eu sentia meu corpo distorcendo junto. Escutava a voz do meu amigo perguntando se eu estava bem mas eu não o via, estava tudo distorcido e eu apenas olhava pra aquilo tudo a frente se misturando, eu perguntava pra esse meu amigo onde a gente tava, ele falava o lugar mas eu não reconhecia. Pensei que estava morrendo, mas com um tempo sendo levado por essa distorção não sentia mais medo, pensei que não podia fazer nada a não ser me deixar levar, o que veio depois não sei descrever com palavras, tudo parou, ficou flutuando distorcido. O tempo não existia mais, uma sensação de paz imensa, eu tinha apenas minha visão contemplando aquilo tudo, sem corpo, era como que eu fazia parte daquilo tudo, era apenas essência, sem ego, e me perguntava "Quem sou eu?", era o único pensamento que tinha, não escutava nada... Não sei quanto tempo passei naquele estado, parecia uma eternidade, mas as coisas depois começaram se mover de novo, comecei ver uns pássaros voando logo a frente um cruzando outro mas sem muita forma, as coisas aos poucos foi retornando a sua forma e uma sensação enorme de felicidade foi me tomando, chorava muito de tanta alegria e gratidão pela vida, comecei conversar com meus amigos o que tinha passado e eles disseram que eu fiquei 2hrs olhando fixo pro nada, pensaram até em me tocar preocupados pra perguntar se eu estava bem mas perceberam que eu estava longe e não quiseram incomodar.
Daí pra frente foi só alegria, uma sensação de paz imensa, alegria... me sentia leve, renovado, como que nascido de novo. Percebi que foi necessário toda essa bad pra perder todo aquele egoísmo que tinha, só tenho a agradecer, pra mim não foi bad trip, foi um aprendizado.
Viagem no tempo (?)
Bom, essa experiência relatada acima foi há 5 anos atrás e fiquei surpreso com algo que aconteceu ultimamente. Fui a uma igreja do Santo Daime consagrar a bebida convidado por uns amigos e no decorrer da semana em que tomei, sonhava todos os dias ou tomando a ayahuasca ou cogumelos, em um desses sonhos estava eu junto com esses meus amigos que me convidaram para o Daime lá na igreja, estávamos sentados na mata que tem próxima aguardando um pessoal pra tomar o chá, chegam 2 homens que não conhecia e começaram falar a respeito de cogumelos, durante a conversa um dos meus amigos dizem pra eles que eu já sonhei tomando cogumelos, e um deles me pergunta o que eu senti, eu disse: "Eu não senti nada, afinal, era apenas um sonho". Eles olharam um pro outro e começaram a rir...
Eles estavam com uma garrafa cheia de chá de cogumelos e todos tomamos um copo e nos deitamos. No sonho comecei perceber que o "efeito" do chá tava pegando e me senti puxado pelos pés num vórtice em direção pro céu e fechei os olhos, quando abro me vejo no meio do pasto bem onde tava caindo aquela "gota d'água" do dia da experiência dos cogus. Nesse momento o sonho ficou muito nítido, lúcido, e me via deitado embaixo da árvore do dia da experiência, fui caminhando em direção e quando chego perto de mim, fico com o rosto bem próximo do meu outro Eu olhando pras minhas pupilas dilatadas olhando fixamente pro horizonte e percebo que o meu outro eu não me via. Fiquei muito eufórico quando me lembrei que no dia da experiência com os cogus há 5 anos atrás eu senti uma "presença conhecida" se aproximando e me observando e percebi que era eu ali no sonho a tal presença, e acabei acordando com a surpresa que fiquei
Estou encucado até hoje com isso, não sei se foi criação da minha mente sonhando ou se realmente isso foi possível, mas estou muito perplexo como disse. O sonho se tornou lúcido quando me vi lá no pasto, tinha total controle das minhas ações e a nitidez era enorme.
A primeira expêriencia
Tenho me preparado para minha primeira experiência com cogumelos a não muito tempo, mas tem sido uma busca intensa mas muito gratificante para mim.
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Voltando aqui hoje gostaria de relatar minha experiencia, que foi muito boa para mim e realmente me levou a reflexões que me foram muito esclarecedoras.
Acordei as 08:00 horas da manhã de ontem e desci do meu quarto para pegar os cogumelos e um copo de água na cozinha, com eles em mão voltei para o quarto e fui direto para o banheiro, minha noiva que mora comigo estava deitada na cama dormindo. Desde que tinha descido até voltar para o banheiro minhas mão e pernas estavam tremulas de ansiedade e eu n conseguia controla-las, estava chovendo muito desde o dia anterior e eu esperava que o sol abrisse para que eu tivesse uma experiencia mais agradável, mas como n aconteceu, segui em frente.
Peguei uma dose de 3g e comi um por um com goles d'água para ajudar a descer, o gosto era meio ruim mas acho que por estar seco n me deu nenhuma ânsia de vômito, coloquei os 3 pra dentro e voltei para cama deitar. Deitei e peguei o notebook para ouvir a playlist que eu havia preparado (com musicas celtas) no dia anterior, minhas mão continuavam tremulas mas procurei me acalmar e logo estava mais relaxado, fiquei na expectativa percebendo tudo para ver se os efeitos já haviam começado, o que não demorou muito, fiquei olhando para os cobertores e comecei a ver poros neles, como se estivessem respirando e emanando energia, a camiseta que coloquei sobre a tela do notebook parecia ter criado vida e inchava, em parte pelo ventilador e em parte pela minha cabeça, a impressora que estava sobre uma cadeira variava de tamanha de forma que eu n conseguia distinguir qual era o real tamanho dela mesmo, uma hora parecia enorme e depois parecia bem pequeninha. Nessa hora ja estava imerso em outro mundo junto àquela música que me levava a outros tempos, e eu vi que aquele mundo era um mundo que não havia mudado desde os tempos dos xamãs da idade média e tive pensamentos sobre os guerreiros que os procuravam a centenas de anos atras e logo a noção de tempo já não existia para mim, era tudo a mesma coisa.
Tenho algumas plantas no meu quarto e quis me aproximar de uma delas, uma pequena plantinha que eu recém tinha posto na terra, uma folha de uma leguminosa que eu cortei para criar raízes, então a peguei e fiquei olhando para ela, então eu percebia que eramos como elas, a Terra nos havia dado energia e condições propícias para que desenvolvêssemos a mente que temos hoje, vi então que eu era filho da Terra, assim como a plantinha na minha frente e percebia como eu poderia interferir no desenvolvimento dela, e que isso era uma grande responsabilidade. Nesse momento me via brotando da terra e me sentia totalmente integrado a natureza, fiquei brincando com o vasinho de plástico que ela estava, apertando-o e girando (ele n parava mais de girar, mesmo que eu parasse de mexer nele), até que me desliguei um pouco dele e quando percebi, havia destruído o pequeno vasinho e perdido a plantinha, o que me deixou muito triste, tentei salva-la mas de forma alguma estava em condições de fazer isso então pequei ela e despejei no vaso do meu bonsai e as deixei de lado.
A partir daí passei a refletir profundamente e me desliguei dos meus sentidos, tudo se deformava a minha volta mas eu n ligava para nada disso, apenas pensava, pensava sobre as plantas e sobre os animas (nós mesmos também) e vi que de certa forma, eramos todo irmãos e comecei a amar a tudo, um amor muito forte por tudo me invadiu nesse momento e eu percebi os fluxos de energia e como retirávamos energia um do outro para manter-nos vivos e senti que não queria influenciar nisso e desejei não ter mais que comer nem vegetal e nem carne, mas se fizesse isso sabia que morreria, então percebi minha fraqueza e me desculpei com as energias e disse a mim mesmo que a partir dali, pediria permissão e perdão para tomar para mim essas energias, vi então como as plantas eram puras, pois alimentavam-se da luz do sol e dos nutrientes da terra, mas também percebi que minha hora também chegaria e eu teria de ceder a minha própria energia, mas não temi a morte, encarei-a com tranquilidade, sabendo então que a consciência era uma dadiva e uma oportunidade passageira e apenas ela se desfaria para então dar lugar para que novas energias tivessem essa oportunidade.
Continuo mais tarde, pois agora tenho que sair para um compromisso, assim que voltar continuo!
Continuação:
Nesse momento eu me concentrei na musica novamente e percebi que naquele momento eles invocavam espirito do fogo e do ar e comecei a reparar a imagem que ilustrava a capa do álbum, que era a cabeça de um veado com varias outras formas e símbolos, tive diversas alucinações com essa imagem.
A partir daí novamente o sentimento de muito amor me invadiu e eu tirei os fones do ouvido e apreciei o silencio, estava ventando muito forte na rua e eu fui até a janela e vi que a chuva havia parado e um dia majestoso se abrir com muito vigor, nuvens espessas se afastando com o vento forte e o sol brilhava com uma luz suave da manhã após muita chuva, tive a sensação de estar numa enorme torre, em meio ao céu que se invertia, parecia que ele formava uma outras esfera acima de mim, me alegrei muito com isso e decidi ir para baixo do chuveiro refletir. Lá via tudo se retorcer diante de mim mas novamente me desliguei da visão e mergulhei nos meus pensamentos. Tudo que eu via era claro, e a tudo eu respondia com amor, se eu tinha uma dúvida eu podia responde-la com clareza, porque n havia mais barreira pra mim eu via tudo no seu âmago e nada podia se esconder de mim, e o que não podia responder eu não me importava pois também via que eram questões além do meu entendimento, refleti sobre religião e vi que todas elas (com exceção daquelas que claramente foram feitas para enganar) haviam sido inspiradas por pessoas com esclarecimento que tiveram bons sentimentos e quiseram compartilha-los e as diversificações surgiram a parti de interpretações de outros homens de outros tempos. Nessa hora eu tinha um desejo enorme de que todos pudessem sentir o amor que eu sentia e pensei que poderia abraçar o meu pior inimigo e dizer que o amava, poderia ser esbofeteado e dado a outra face, vi como era ruim a minha constante disposição à ser violento e agressivo, mas que isso não era a minha essência, era apenas o que os outros esperavam de mim, no fundo me vi criança e vi como eu era amável e pronto pra ajudar sem receber, todas minhas vaidades caíram e eu tirei meu alargador da orelha, sentindo como se fosse um desrespeito ao meu corpo, vi também minhas mãos roxas e me perguntei porque tinha feito aquilo comigo, vi como eu mesmo me amava e queria me respeitar, assim como a todos os outros. Então percebi o quão confiante eu estava e lembrei da minha insegurança, das coisa que eu temia e então as mentalizei e disse seus nomes no ar, mas nada daquilo existia, era apenas um monte de energias ruins acumuladas em algumas palavras, nessa hora não havia nada que pudesse me amedrontar. Saí do banho e lembrei que estava de estômago vazio, desci para comer e fui dizer a minha mãe que a amava, o que foi uma péssima ideia porque ela me chamou para conversar (os efeitos estavam passando) no quarto e tive que me concentrar muito para conseguir conversar euheuheueh.
Por fim tudo passou e eu coloquei meu alargador de volta, minha vaidade havia voltado e muitas coisas que me eram claras antes eu já n conseguia sentir a mesma disponibilidade de cumpri-las, e cá estou eu de novo, claro que com um pouco do aprendizado que tiver. Obrigado a todos por terem formado essa comunidade que me proporcionou a oportunidade que tive. O que eu falei aqui foi um resumo, até porque algumas coisas n posso me recordar e nem saber qual foi a ordem correta dos acontecimentos. Espero que algumas pessoas possam se identificar com o meu relato! E também opinar sobre suas próprias experiências, um grande abraço.
Muita paz a muito amor a todos!
O universo de espelhos
Há quase exatos cinco meses atrás relatei aqui minha primeira experiência com cogumelos, que foi também minha primeira experiencia com enteogenos ou qualquer alucinógeno. Durante este tempo tive alguns contatos com outras plantas e substâncias, mas venho aqui deste vez para finalmente relatar a segunda experiencia que tive com cubensis.
Aconteceu em torno de um mês após o primeiro contato. (Relato da 1ª exp: https://teonanacatl.org/threads/preparo-para-a-primeira-expêriencia.10014/)
Numa noite de quarta ou quinta-feira eu estava com os cogumelos que adquiri pela internet há dias guardados em casa, pois não havia separado tempo para preparar a experiência mas estava muito ansioso e claro, me afobei e decidi ingeri-los naquela mesma noite, o dobro da primeira dose hehe. Fervi então um chá de camomila que eu tinha preparado e misturei os cogus à ele, 6g secos que deixei descansar por em torno de 15 minutos. Coei e servi na xícara, pedi por sabedoria e bebi tudo de uma vez, já estava frio e o gosto era péssimo e assim que bebi tudo comecei a arrotar e sentir o gosto de cogumelos, que diferente da primeira vez, rapidamente me causou náuseas, mas tranquilo segurei legal e tentei relaxar. Tudo já deitado na minha cama e em companhia de minha noiva (contava com que ela adormecesse em seguida).
Como da primeira vez comecei a sentir os efeitos, tudo começou a se mexer e "respirar", mas desta vez veio rapido, em torno de 20 minutos ou 15 após a ingestão eu já estava sentindo os efeitos plenos que obtivera no primeiro contato.
Primeiro veio uma onda engraçada, comecei a rir de tudo e os efeitos claramente começavam a vir mais intensos do que da ultima vez. Minha esposa estava com o celular em mãos me mostrando vídeos engraçados, mas pra mim não faziam sentido nenhum, eu olhava pra um cachorro fazendo palhaçada e me perguntava porque diabos um cachorro esta fazendo uma coisa idiota destas? Se fosse um humano tudo bem mas um cachorro!? E apenas ria e ria.
Foi quando passei a me concentrar no meu estado. Tinha um buquê de rosas sobre a mesa e eu comecei a fita-los e elas naturalmente se viraram para mim e me fitaram também, neste momento pedi papel para minha esposa para que eu pudesse escrever uma ideia que havia me passado pela cabeça, mas quando tentei escrever foi que percebi que os efeitos estavam ficando realmente intensos, tudo começou a se destorcer muito e eu não conseguia focar meus olhos em nada, percebia que era minha visão que se distorcia, pelo padrão que ocorriam as distorções.
Foi neste momento então que comecei a entrar em outra realidade, ou melhor, foi neste momento que despertei. Era o único sentimento que eu tinha, que antes eu era cego e agora estava acordado e via tudo. Uma onda de realidade tomou conta de mim e eu percebia tudo que estava ao alcance dos meus sentidos, como se tivesse ocupado tudo, tudo que eu via, tudo que eu sentia, tudo que eu ouvia. Na minha pele eu via todas as divisões, as marcas que temos como digitais na pele inteira, e assim todos os outros objetos, tudo detalhado, via as divisões das faixas de luz, era fácil ver exatamente onde a luz terminava e começava a escuridão. Minha noiva apagou as luzes e eu tentei dormir junto com ela, mas não sei nem porque eu fechei os olhos, não mudou nada.
Comecei a ter um tipo de expansão da consciência, me senti totalmente consciente da minha localização sobre a Terra, perdido no espaço e de repente, eu comecei a ter medo de cair. Comecei então a procurar por aquela onda de assimilações que eu tive na outra experiencia, tentar direcionar a coisa para aquele lado, mas nada adiantou. Tudo era uma lucidez pura, intensa, extremamente material, física e eu comecei a ficar com muita ansiedade. "E agora, vim até aqui mas não há nada para olhar!" Tudo era um forte suspiro de realidade, como se eu tivesse caído de cabeça exatamente naquele ponto que eu tentei esconder por tanto tempo dentro da mim, a verdade nua e crua. Comecei então a ter diversos insights, minha mãe morta com vermes no rosto, muitas imagens que vinham na minha cabeça. Eu via a carne se abrindo para mim, um homem se rasgando com uma faca e exibindo a ferida diante de mim, e eu via aquilo de uma forma que parecia que eu entrava pelo ferimento "dele" e me via desta forma também, via alguém me esfaqueando e eu lhe exibindo meu ferimento silenciosa e desesperadamente, como se eu puxasse com as duas mãos a ferida aberta. Mas ele não via, só eu via, eu era o único que podia ver a profundidade daquele sofrimento, daquela dor, daquela exposição. Era como um show de horror, o pavor e o sofrimento eram exibidos como se fosse uma peça de drama.
Foi então que comecei a sentir o peso da minha própria carne, a qual sou tão apegado, ela própria começou a me sufocar, eu sentia como que se tivesse fazer todos os processos do meu corpo voluntariamente, sentia meu intestinos, meu estomago e pulmões se contraindo, se contorcendo. Era como se eu visse a absorção de tudo no meu corpo, todas as transformações, todas aquelas imagens bonitas que eu via nos livros, mas não era como neles, ERA CARNE PURA, uma interação carnal inexplicável. Sons começaram a ficar claros na minha cabeça, eu ouvia circuitos do meu cerebro, sentia as informações sendo transmitidas e pior, sentia que estavam falhando, meu cérebro estava pifando, tudo se tornava mais lento e o pavor apenas não digo que era insuportável porque estou aqui agora. Uma agonia e um pavor absolutos tomaram conta de mim, de forma que no momento não parecia ser possível sentir mais pavor do que eu sentia. Eu descobri que meu maior medo era o medo de sentir medo, e ele se tornou aterrorizantemente real, tudo era medo e horror, eu estava realmente passando por aquilo que eu temia tanto, o medo. Comecei a pensar que estava morrendo, e de fato sentia que estava morrendo, meu cérebro parando e tinha a sensação de estar derretendo por dentro e foi quando não podia ficar pior que eu aceitei, ali naquele momento, a morte. Não tinha nada o que eu pudesse fazer senão aceitar, então fiquei bem quieto e esperei.
Aqui é onde divido, dando incio ao que eu considero a segunda parte da experiência
Fiquei ali parado por algum tempo e então me senti um pouco melhor, decidi ir para o banheiro ficar debaixo do chuveiro, o que eu sempre faço quando estou na bad. Levantei, mal conseguia parar de pé, parecia que eu tinha 20m de altura e meus pés tinham ficado ligeiramente grandes demais para o meu corpo, pareciam pés de gigante, mas segui em frente fazendo esforço para não enrolar as pernas. Entrei no banheiro acendi a luz, tranquei a porta e sentei no vaso, fiquei bem feliz nessa hora porque ao contrario do que eu pensava ter ocorrido, eu não tinha me mijado nas calças, estava apenas suando muito e devido ao meu olfato aguçado eu sentia um cheiro parecido com o cheiro de urina, ganhei ai de barbada minha experiência "urinatória" mais estranha da minha vida, eu senti a urina percorrer todo o caminho para fora do meu corpo. Tirei então toda a roupa, entrei logo embaixo do chuveiro e sentei no chão.
Comecei então por alguma motivo sentir uma grande familiaridade com o banheiro, vinham pensamentos na minha cabeça dizendo que eu sempre estivera dentro daquele banheiro, sempre sonhava uma vida e voltava para aquele banheiro, e nesse ritmo uma sensação estranha foi tomando conta de mim.
Me senti eterno e sozinho e lembrei que tudo que eu havia passado até ali EU MESMO HAVIA CRIADO, eu me via dentro de um enorme universo de espelhos e tudo era eco do meu pensamento, me via em posição de meditação como se fosse uma entidade hindu, com roupas estranhas e tudo (sei muito pouco sobre hinduísmo), mas não era eu, era como se eu tivesse assumido uma forma ancestral, como se retornasse a origem da existência, não era eu, mas tudo. E eu estava viajando, de pernas cruzadas e mãos sobre os joelhos, girando aleatoriamente em um universo, com todos os meus pensamentos se refletindo infinitamente, num paradoxo, tudo era a mesma coisa refletida infinitas vezes e esse universo era estável, era apenas a existência em si e nada mais. Mas eu estava muito sozinho, todos aqueles reflexos de mim mesmo muitas vezes me entretinham, mas no fim tudo voltava à essência da existência, do somente ser. Foi então que algo me iluminou de repende e eu lembrei que não estava só, porque eu havia me dividido e cedido minha própria energia para ter uma companhia, esta completamente independente de mim, não era apenas mais um reflexo, era o oposto do meu ser, mas nós havíamos nos separado e tudo que eu queria era reencontra-la. Para encontra-la bastava apenas me levantar e atravessar a porta, para então sermos eternamente um só, mas para perceber isso eu demorei, aos poucos foi vindo a minha mente: "mas peraí, eu nunca estive só, basta atravessar a porta!", uma alegria me invadiu e eu me tranquilizei: "Mas porque vou encontra-la agora se posso eternamente ficar aqui me deliciando da expectativa de encontra-la", e isso era um grande prazer, pois tudo se criava em função desta distancia, de uma desestabilização ou "desconsciência" da existência como um todo, desta atração e quando eu me reencontrasse, isso teria fim, mas seríamos um só novamente. Tudo ia ser Uno. Como se todo o universo estivesse em um processo de auto compreensão para se tornar um novamente, o que nunca deixou de ser. E cada consciência e toda evolução contribuía para isso
Me senti então como uma cano, como um canalizador, que apenas se ajustava a determinadas frequências de energia, parecia que eu estava respirando água, no momento tinha plena certeza de estar, e de alguma forma a água passava por dentro de mim como se me ocupasse por completo. Comecei a sentir um tipo de orgasmo, um prazer muito intenso, como um orgasmo cósmico. Aquilo durou por muito tempo e cada vez que eu pensava em me levantar para atravessar a porta, eu sentia vontade de ficar ali infinitamente. Em dado momento tive plena certeza de falar todas as línguas que o ser humano criou, na minha cabeça a fala tinha se tornado algo extremamente simples, eu enxergava as palavras, entendia elas, via a origem delas, claramente a fala era uma forma de organizar os pensamentos para transmiti-los em palavras, era uma tipo de código, eu comecei a dizer várias palavras, na minha cabeça eram línguas saindo fluentemente (não faço a minima ideia ser era ou não era de fato, mas no momento eu não tinha sombra de dúvidas, não que eu tivesse aprendido a falar as linguas, era apenas muito simples de entender, era fácil, ridículo.Tive também a sensação de lembrar de tudo que eu havia passado, e tudo que havia se passado na Terra. Era como olhar pra traz e enxergar os colonizadores pisando na America pela primeira vez, era um vislumbre dos tempos, um mundo em que imaginar já tornava tudo real.
Então a força foi baixando e eu finalmente tive convicção para levantar, todas as outras eu pensava: "a não, só mais um pouquinho, está tão gostosinho" (sim coisas estranhas assim).
Então levantei e foi como despertar de um sonho, passei pela porta e não me lembro de mais nada, só que acordei tarde no outro dia.
Obrigado irmãos por esta oportunidade de compartilhar minha experiência. Estou feliz por ter compartilhado finalmente, demorei muito tempo pois tive muito o que aprender desta experiência que mudou minha vida, após a mesma tive mais 2 exp com cogumelos que não foram tão gritantes porque as interpretei como uma lição por ter feito outra experiencia sem ter concluído a anterior, realmente faltava muito para refletir, vez que outra ainda me lembro de partes que tinha esquecido, ou nunca havia me recordado.
A primeira vez que tive informações sobre cogumelos foi por este fórum e busquei-os por mim mesmo e até o momento não conhecia pessoas que se interessassem pelo assunto. De la pra cá conheci algumas, mas ainda tenho muito poucos para compartilhar e muito menos alguém com mais experiencia que eu para pedir conselhos, se isso é bom ou ruim, ainda vou descobrir hehe
Muito amor pra todos vocês, paz e iluminação!
Esta experiencia além do que está relatado aqui, também acabou por desestruturar todo tipo de segurança que eu tinha em relação a minha existência. Fui criado em uma família religiosa (cristã) e hoje apesar de ver muitas coisas como sinceras e quem sabe verdadeiras, não tenho mais como me apoiar nas minhas antigas crenças na hora que o pau pega, e isso deu início a um processo que eu ainda estou passando de reestruturar tudo que eu tinha por realidade e consciência. Ultima mente estou perdido na minha cabeça, mas sem maiores complicações, agora está tudo certo, no inicio estava foda, tive bastante depressão.
Pra falar a verdade estou bem surtado depois dessa, mas idaí? EUHEUHEUH
Melhor que ser normal! (tem coisa mais anormal do que ser normal?)
E também não afirmo que o que eu vi seja a verdade, tento nem ligar pra isso, foi o que eu vi e só. O resto ainda estou por ver.
Cubensis tailandês, Koh-Samui
No final do ano passado passei uns dias sozinho na praia pra fazer uma sessão de cogumelo, tinha cerca de um ano que não consumia os PCs.
Ingeri 25 capsulas de 850mg totalizando cerca de 21 g de cubensis secos.
Exatamente ao meio dia, ingeri as 25 capsulas com cerca de tres quartos de copo de suco de maracujá sem açucar.
A Primeira sensação foi de estranheza. Como fazia tempo que não usava, ficou uma grande expectativa com o que viria. Da ultima vez foi muito bom, uma bela trip de hiperspaço. Desta vez estou mentalizando para ser novamente carregado pelo universo, focando fortemente na vontade de fazer contato com inteligências alienígenas. No entanto, a trip foi pra outro lado, muito diverso.Aliás, isso sempre acontece, a gente espera um negocio e rola outro absurdamente diferente.
Enquanto não batia, fiz uma sessão de tai-chi ao ar livre e depois entrei numas de defumar o terreno e a casa (minha cabaninha fica isolada em algum lugar do litoral sudeste brasileiro, num daqueles locais aonde ainda é tudo mata virgem).
Deitei na rede e esperei. Quando começou a bater, senti necessidade de abrigo e entrei em casa. Deitei na cama e começou, como a dosagem foi elevada, passei batido pelas angustias da decolagem e fui direto para a fase de bipartição do ego. Estava pronto para começar a viagem pelo hiperspaço, espirais madrepérola de olhos fechados e abertos, uma enorme compressão dos pensamentos. Quando os egos se partiram, dois deles passaram a dialogar acima de minha cabeça:
- E aí, vamos levar ele com a gente?
-Que nada, ele ta muito denso. Tá cheio de raiva, desta vez é melhor a gente ficar por aqui e fazer uma sessão de cura no cara...
Dito isso, imediatamente meu abdômen começou a convulsionar, senti uma vontade irresistível de vomitar e fui lá pra fora, vomitar junto à cerca dos fundos da casa. Não tenho lembrança se fui andando, voando ou me arrastando, no instante seguinte eu tava com a cabeça enconstada no mourão de madeira, tentando botar as tripas pra fora e não tinha nada pra vomitar. Toda a região abdominal doía como se eu estivesse numa superbad de argirea. Eu tava de quatro, meu corpo se contorcia pra vomitar e não conseguia.
De repente, tive uma regressão, fui até algum ponto de minha primeira infância, foi a primeira vez que vi meu irmão mais velho, olhei pra ele e... veio um asco profundo, físico, inimaginável. Ao sentir isso, vomitei uma bola de espuma amarelada, e rolei para tra´s, enrolado em posição fetal. Fiquei ali, embaixo de um puta sol, regredido à idade de um bebê, sem linguagem, sem pensamento ordenado, só sentidos e sensações. Mijei nas fraldas, e o calor da urina no meu calção me trouxe de volta à realidade, tive consciência de que o sol tava me fritando e que eu ia ter queimaduras graves se não fosse pra uma sombra.
Consegui ir de quatro até o banheiro para me lavar, no processo a primeira onda baixou um pouco, consegui administrar pegar toalha limpa, um novo calção e entrar no chuveiro. O contato com água morna e sabonete foi muuuuito prazeiroso, e naquele momento de sobriedade inter-ondas percebi o tamanho do trauma que foi em mim o primeiro contato com meu irmão, 4 anos mais velho. Nunca nos demos bem, imagino que ele também não deve ter sentido boa coisa quando me viu pela primeira vez.
Estava pensando nisso, muito abalado emocionalmente pela descoberta, quando veio uma segunda onda. Novamente cólicas inacreditáveis, minha musculatura abdominal se mexia que parecia que a qualquer momento ia nascer um alien da minha barriga rasgando as tripas por dentro. Senti uma pedra subindo através de mim, nesse momento novamente o ego dividiu, de supetão, e continuou a conversa:
-isso, ele ta quase conseguindo, vai botar o implante pra fora!
-joga fora! Joga fora!
Saí do box e mal consegui chegar ao vaso, dei a descarga e ao mesmo tempo vomitei a pedra que estava sendo arrancada a força de dentro de mim por espasmos musculares inacreditavelmente dolorosos. Mal tive tempo de ver uma coisa preta, do tamanho de uma tampa de caneta bic, que bateu na louça do vaso fazendo “plec”, e sumiu água abaixo, junto com a descarga.
- conseguimos tirar o implante!
Nisso a onda aumenta terrivelmente, fui pro quarto pelado, todo molhado, tentei chegar na cama e não consegui, desmanchei no chão, em cima do tapete aos pés da cama. Fechei os olhos e tive uma visão de helicóptero da casa de minha mãe, a aproximadamente 60 m de altura. O carro da minha esposa tava parado na frente, e com visão de raio X eu consegui ver minha mãe, minha filha, minha mulher, ao redor da mesa de almoço. Senti uma enorme agonia, minha mulher estava querendo desesperadamente falar comigo, ela tava numa angustia enorme. Fiquei extremamente angustiado, bateu uma paranóia que ela estava numas que eu estava em apuros por conta da experiência, foi muito angustiante. Então passei a vivenciar uma situação onde de olhos fechados eu tinha a visão da casa de minha mãe e de olhos abertos eu estava no quarto, tudo muito alterado, aquela coisa de respiração das superfícies, tudo ondulando.
Lutei contra essa angustia, que virou meio uma culpa por estar sozinho, totalmente drogado deixando minha esposa sozinha em sp muito totalmente preocupada com minhas loucuras, etc, etc. Quase liguei o celular pra telefonar pra lá, mas tive o bom senso de não fazer isso. Entrei forte na trip de culpa, o que era pura armadilha mental, pois minha esposa acha muito interessante toda essa historia de enteogenia e não reprime minhas experiências, ter consciência desse fato foi fundamental para me ligar que estava em plena paranóia de culpa infundada.
A visão de olhos fechados saiu da casa de minha mãe e virou hiperspaço, desta vez bem sombrio, parecendo um pouco a huasca. Vi duas figuras humanas feitas de luz azul, eram duas crianças, só a forma, feito aquele bonequinho da propaganda da vivo. Uma das figuras estava sentada, chorando, enquanto a outra estava em pe´, consolando e dando “passes” na primeira figura. Me foi comunicado por um ego localizado “à direita, atrás e acima”, que a figura sentada era a “alma de criança” da minha mulher, e a figura em pé era a minha. Fiquei (ou melhor, o observador ficou) ali durante uma eternidade vendo como eram lindos aqueles bonecos de luz azul, sentindo um amor profundo pela minha esposa, que também teve infância bem difícil...
Então começou a voltar a angustia de que ela precisava desesperadamente falar comigo, lutei contra esse sentimento, não queria foder minha trip por uma armadilha mental de culpa e também não queria ligar pra ela alterado do jeito que estava. O celular continuou desligado.
(depois, soube que ela tava mesmo querendo falar comigo, por conta de umas historias que aconteceram com minha filha. E também que na hora da trip ela relamente estava com minha filha almoçando na casa de minha mãe. O mais louco é que eu não eu não sabia que elas estavam lá, foi realmente uma visão à distancia)
Cosnciente de que era preciso sair da trip de culpa, aproveitei a baixa da onda para conseguir me locomover de novo e saí pra varanda. Sentei na cadeira e passei a reparar no chão de ardósia, que parecia ser feito de jade. Cheguei a agachar e tocar o chão, uma coisa maravilhosa, um piso feito de placas de jade!
Andei um pouco no terreno, tentando observar a natureza, as flores eram feitas de vidro, a grama parecia de borracha. A casca das arvores era de metal maleável.
Tirei a rede da posição onde estava, no sol, e amarrei em duas arvores à sombra. Levei muuuito tempo pra conseguir, rindo às gargalhadas de minha incapacidade para dar dois nós simples... finalmente consegui, deitei na rede e... tinha ficado frouxa, minha bunda e coccix ficaram apoiados na grama.
Relaxei por perceber ter superado a bad de culpa, e comecei a decolar em uma outra onda, muito deliciosa, o céu estupidamente azul, e então começou uma fase que não lembro muito bem, tinha muito caos, e vieram flashes de vidas passadas e futuras. Me fundi com a consciência das arvores que suportavem as redes, acessei também a vida passada/futura delas. Houve momentos de profundo amor por estar arvores, o que era plenamente correspondido por elas, as duas amigas já me abrigaram muitas vezes em minhas trips sob sua sombra. Eu podia senti-las me embalando na rede, gentilmente curvando os galhos para proteger meu corpo frágil dos raios do sol. Tudo de olhos abertos, não consegui lembrar de fechá-los para saber o que acontecia no hiperspaço naquele momento.
Então aconteceu uma coisa incrível, que foi mais ou menos assim:
Como eu estava num momento de olhos abertos, então não tinha aquele negocio alucinatorio do hiperspaço de olhos fechados. estava olhando a paisagem e ela se decompos na linguagem em que o universo está escrito.
e eu não tinha capacidade pra ler aquele codigo.
o que posso talvez sugerir como referencia visual fraquinha e distante perto do que vivi é aquela imagem do matrix onde a cena se decompõe em bits e bits de informação e daí o mocinho passa a manipular a matrix à vontade.
como eu não estava de olhos fechados, foi diferente de uma alucinação de hiperspaço. teve um tom de realidade mais real que o hiperspaço, porque foi uma visão do mundo real, da materia, não do etereo.
no momento em que aconteceu, havia um resquicio de ego presente no observador, a paisagem se manteve, mas eu vivi-vi o codigo que está por trás de tudo isso.
e então fiquei totalmente confuso, senti que estava num limiar, rolou um caos absurdo, estava além de minha capacidade entender "o codigo". é como se alguém me desse uma folha de papel muito bem escrita, contendo a explicação e o segredo que está por trás de todo o universo material, atomos e galaxias, e eu totalmente analfabeto diante daquela linguagem não-racional.
senti pura e simplesmente que não estava preparado praquela quantidade absurda de informação, uma sensação fisica de que não caberia tudo no hd do meu cerebro animal-racional de macaco evoluido.
e me refugiei justamente no racional, porque muito lucidamente percebi que aquele enigma linguistico, uma vez solucionado, responderia todas as minhas perguntas, e haveria apenas duas fomas de solucioná-lo: mergulhar na loucura eterna e sem volta ou então morrer.
preferi voltar ao meu muito aconchegante ego, que descobriu estar com o corpo todo mijado de medo na rede...
Vivi uns momentos de confusão pura, o ego refeito e o caos girando ao redor de minha cabeça, estava numa baixa de onda, e comecei a refletir sobre a trip com meu irmão, percebi que meu abdômen estava todo dolorido, e no entanto meu corpo estava totalmente relaxado, notei especialmente que meu maxilar estava tão relaxado que eu babava de boca aberta, não dava pra manter a mandibula fechada. Meu coccix estalava cada vez que eu me mexia na rede.
Entrei numa fase de tranqüilidade absoluta, o tempo deu uma parada, começou a vir outra onda e entrei numa trip visual fortíssima, passei a ter visão de raios X sobre meu corpo, eu tive consciencia, em visão hiperdimensional, de cada nervo, cada veia, cada musculo e osso de meu corpo, tipo aqueles quadros do Alex Grey.
entrei em outra onda regressiva, regredi até ser apenas uma protocorda dentro do utero de minha mãe, e observei como as toxinas que o corpo dela produziu devido à uma situaçao de muito medo entraram em mim e afetaram bastante a formação da base de minha coluna.
voltei ao tempo presente e no relaxamento profundo em que eu me encontrava, tive um entendimento profundo de "consciencia total" sobre os impedimentos e travas de minha couraça muscular ao redor do coccix e da base de minha coluna. Nunca senti um relaxamento muscular em tamanha profundidade.
percebi então que eu tinha controle sobre meu sistema endócrino, entrei numas de por pra fora toda a sujeira e toxinas que estavam acumuladas em meus tecidos, muito louco, eu conseguia localizar as toxinas acumuladas entre as fibras dos meus músculos e então passava a trabalhar para secretá-las, eu via todo caminho percorrido através de diferentes canais do corpo até chegar às glandulas de suor da minha axila, sentia as gotas saindo pelos poros, sentia o inacreditável fedor que subia, devido à natureza daquela transpiração. O mesmo aconteceu levando materiais tóxicos que suaram pelas temporas, eu não tinha como ver mas sabia que estavam escorrendo gotas de suor amarelo pela minha testa, inacreditavelmente fedido.
Também fiz o caminho dos rins, bexiga, próstata, uretra, e mijei nas calças algumas vezes de novo, só que desta vez eram apenas umas gotinhas, muito quentes, e com um cheiro pavoroso (minha bermuda ficou tingida com umas manchas que nunca mais sairam). Aos poucos fui perdendo a visão de raio X e fui entrando num estado mais normal de consciência, fiquei um bom tempo na rede esperando a onda baixar, totalmente abalado emocional e fisicamente com tudo o que que se passou. então passei a sentir frio, muito frio. eu estava todo mijado na rede, com o cóccix encostado no chão.
Saí da rede e fui de novo pro banho, que delicia, fiquei muito tempo deixando uma água muito quente cair sobre a base de minhas costas, minhas vértebras da base da coluna começaram a estalar à medida que a musculatura relaxava mais e mais. era só virar um pouquinho o corpo, e tlec-tlec-tlec... uma delicia...
Saí do banho e fui pra baixo dos lençóis, agora era só esperar a onda terminar de baixar, o ego estava totalmente encarnado de novo e era evidente que a parte heavy da trip já tinha passado. Começou a me dar uma impaciência, queria ficar sóbrio logo, eram quatro e meia da tarde e eu tinha tomado ao meio dia, me deu muita angustia de saber que ainda teria que segurar a onda por umas duas horas antes de ficar sóbrio.
Começou a rolar um caos meio chato, me sentia como se estivesse bêbado, odeio essa sensação de não estar nem totalmente louco nem totalmente sóbrio...
Passei a tentar encontrar um foco pra mente, lembrei da “alma de criança” da minha esposa e fiquei mentalizando e focando em nosso amor, a angustia passou, e fiquei ali enlevado no sentimento amor durante toda a fase de aterrissagem da trip. De repente, como sempre acontece em minhas trips de cogumelo, eu estava totalmente sóbrio, sem nenhum vestígio de mente alterada, apenas uma grande paz mental e o corpo inacreditavelmente relaxado, apesar da musculatura do abdomem e da base da coluna estarem bem sensíveis e doloridas.
Levantei e conferi o relógio, eram seis e meia da tarde, fui de carro para a praia, liguei pra minha esposa, soube que estava tudo bem, ela tava mesmo ansiosa pra falar comigo mas nem era nada tão grave assim.
finda a comunicação, fui pra um daqueles lugares especiais para enquadrar a paisagem e fiquei lá admirando o céu até estar totalmente escuro.
Acabou...
Bad Trip ou Good trip? Você pode escolher
Olá usuários e não-usuários de psilocibina.
Quero começar constando que ao longo deste ano, tive cerca de 10-15 experiências com cogumelos. Todas variando entre 1 - 4,5g desidratados. Sempre ocorreu muito contato espiritual nas trips. Porém não achava necessário compartilhar elas.
Porém o que ocorreu ontem, me fez imaginar se certas pessoas já passaram por situações parecidas, e não souberam lidar com o ocorrido... Assim talvez, lendo antes, possam ''se preparar'' pelo menos na leitura(na prática é diferente).
Ok, vamos lá...
Era sábado, 12:00.
Eu e mais um amigo no meio de uma aglomerado de pinus. Vulgo ''floresta'' dos pinus.
Minha dose: 8g desidratados. Dose dele: 5g desidratados.
(Cubensis)
Ingerido de estômago vazio e junto com alguns pedaços de manga, para disfarçar o gosto.
Primeiros 30 minutos : Sensação usual da psilocibina... Aquela leveza e bem-estar tomam conta. O visual estava levemente alterado, quase imperceptível. (Para nós dois)
0,5-1 hora após: Sensação aumenta de bem-estar, deitados nas palhas dos pinus, visual fica um pouco mais forte.
1-1,5 hora após: Ok... Aqui mantemos aquela sensação de antes, eu levemente ''desapontado'' por ter tomado 8g e ter acontecido apenas isso? Ok, aceito que aquela onda iria continuar até final da trip.
1,5-2 horas após: Aqui o cogumelo resolve rebater. Eu e meu amigo sentimos na mesma hora a trip realmente iniciar... Em questão de 10 minutos depois de iniciar de novo... O cogumelo já fez uma limpeza no meu amigo. Vômito abundante. Até então eu estava sentado em lótus... Respirando calmamente.
2-2,5 horas após: Aqui o visual de olhos abertos começa a ficar muito forte e muito real. (É real, ao ligarmos que entramos em uma dimensão superior... Ou inferior, dependendo do seu estado.) Nunca tinha tido esses visuais, fiquei espantado e maravilhado com isso. Porém sabia que exagerei na dose e que viriam mais coisas. As arvores diminuem de tamanho. Agora tudo ao meu redor parece uma selva... Nasceu mato onde não tinha. Os pinus agora estavam a 2-3 metros de altura, o que antes eram 7-8metros.
Bom... Agora posso começar realmente o relato.
Eu e meu amigo sentados, observando todo esse visual.
Quando de repente vejo uma bad trip se aproximando...
Não era bad trip... Eram espíritos ruins que se aproveitaram do nosso estado alterado de consciência, para ''brincar conosco''.
Meu amigo não tem experiência espiritual e nenhuma muita leitura sobre isso.
Vi que era minha oportunidade, de viver em prática, o espiritual que vivo no meu dia-a-dia e meus estudos sobre consciência e mundo espiritual.
Quando falavamos sobre o que estava ocorrendo, ficava pior o cenário... O sol não existia mais. Tudo ficava em sombras. Quando não comentavamos e fingíamos que estava ''ok'', o sol batia levemente. Quando fechei os olhos e senti a entidade negativa, comentei com meu amigo ''Estamos sendo atacados por espíritos ruins''. E logo então o cenário mudou predominantemente e foi ficando mais aterrorizante. Tentei conversar em paz, e em harmonia com essa entidade, telepaticamente. Porém quando mais eu insistia, menos ele queria conversa.
2,5 - 3 horas após: Vejo um aglomerado de mato, e no meio... Tem uma árvore balançando. ela estava balançando devagarzinho... Estava me olhando e me chamando, senti uma forte vontade de ir até ela.
Porém uma forte intuição de não ir até ela. E não fui... Nesse momento meu amigo não tinha os mesmos visuais que eu. Ele não via as árvores e matos que cresceram.
Certo, decidimos que o setting estava começando a ficar inapropriado. E então decidimos sair. Ok, por onde que vai embora agora? Estamos perdidos. O cenário estava totalmente diferente, levamos 15 minutos para achar a saída. Entramos na trilha de volta para a sociedade.
No meio da trilha... OPA. Um elemental passou correndo? Não sei, até agora não sei. Parecia. Mas resolvi não ficar para descobrir. Estava com medo. A bad se apoderara de mim pela primeira vez em alguma trip psicodélica minha.
Meu amigo não tinha os visuais que eu estava tendo, tento descrever para ele.
Achamos o carro dele, e ficamos dentro um pouco e respiramos. Os efeitos estavam fortes.
3-3,5 horas após: Os efeitos estavam fortes...
Vamos à um lugar na cidade alto, onde tenha o mínimo de pessoas possíveis, para poder respirar direito e ficar tranquilo. Chegamos, não tinha ninguém, dava para respirar... A onda diminuiu muito. Fico contente em sair da trip.
Meu amigo estava 90% recuperado.
Eu posso dizer que estava 70%
Depois de 15 minutos de achar que eu sairia da trip... O cogumelo rebate e nega.
Os visuais voltaram, as árvores que eu via nesse lugar diminuiram também. Penso que não vai levar muito para acabar... Pois pelo menos as entidades não estavam conosco mais.
3,5 horas - 4 horas após: Era 16:00 e meu amigo tinha que cortar o cabelo. Ele me deixa em casa e vai. Não entro no meu apartamento e vou direto para o terraço do prédio. Onde poderia respirar e terminar a trip para voltar para casa o mais rápido.
Aqui eu perco a noção do tempo.
Finalmente chego no terraço... Os efeitos estavam médios. Pedi desculpas ao cogumelo e pelo desrespeito que cometi, que não faria aquilo de novo. Pedi proteção aos meus guias novamente. Porém eu estava aberto demais, e o medo tomara conta de mim.
O que aconteceu? A entidade negativa novamente aparece no meu cenário... Os visuais ligeiramente aumentam um pouco.
Sinto muito medo.
Deito no chão.
Sinto a Bad trip fortemente.
De repente me veio na cabeça... Que esse era o momento que eu estava procurando tanto... Ao longo da jornada espiritual, quem leva esse caminho, sabe que o ultimo estágio na encarnação na terra é samadhi.
A iluminação não é fácil de se atingir, só quem busca o caminho, atinge o estado PERMANENTE.
Então nesse momento... Resolvo que é hora de sair da bad trip em que eu me situava.
Deitado, olhando para o céu... Tento fazer uma técnica que aprendi. De simplesmente não sentir o corpo físico. Quando estou com dores no corpo, pratico a técnica e não sinto dor. (Lembrem-se, Jesus Cristo usou isto, qualquer ser tem este poder).
Sinto a minha essência, agora sinto a minha alma, com mais intensidade do que quando fazia a técnica de vez em quando em sã consciência.
Fico nesse estado em alguns minutos... E quando volto ao corpo... Eu praticamente caí no meu corpo... Sinto a minha alma entrando no meu corpo de novo. Uma vibração forte na volta ao físico.
Nesse momento sinto-me incrível, e sei o tamanho do poder que carregamos conosco.
Decido tentar a iluminação. Com a ajuda do absoluto e de meus guias.
Vejo a luz da consciência... Vejo a luz do infinito às minhas portas
De repente me vi com medo... O medo da mudança. O medo de aceitar o desconhecido, a iluminação.
Eu estou pronto?
Eu realmente estou pronto para esse estado de consciência absoluta?
Entrei em luta contra o ego.
Essa luta durou alguns minutos.
Entrei em choro, me vi como um fracassado que não queria a mudança. Senti muitas emoções ao mesmo tempo...
E então... Simplesmente sou. Não vi o ego mais. De repente esqueci meu nome. Esqueci a cidade onde estava. Eu consegui. Eu nasci novamente. Experimentei na prática a dissolução do ego.
Agora eu aceitei o que estava por vir.
E vi o que faltava... Eu precisava equilibrar o meu corpo sutil e os sentimentos negativos no físico e no astral. Senti que não era a minha hora do samadhi ainda. Porém eu havia pela primeira vez... Visto a luz da consciência absoluta. Não um estado temporário... Mas vi o absoluto nas minhas portas... Apenas ficavam alguns ''degraus'' acima. E eu conseguia ver o final da escada.
Nesse momento eu estava maravilhoso... A bad sumiu.
Como sou reikiano, nunca tinha sentido forte poder igual eu estava sentindo nesse estado, de me auto curar.
Aproveitei e fiz uma limpeza total em mim neste momento. Eu sentia um jato de energia nas minhas mãos, como nunca havia sentido. Meu corpo sutil agradece muito.
Desço para o apartamento, para fazer a limpeza espiritual.
Subo novamente para terminar o processo de cura e reiki.
A trip diminuiu muito. E então senti que era para eu voltar para casa.
Chego em casa e finalmente olho o horário... eram 19:30.
Me sinto bem. Uma dor de cabeça forte e uma leve dor de barriga me atinge perto das 21:00, vou tentar repousar. Talvez efeitos colaterais do reiki.
Os efeitos visuais voltam em baixa intensidade 21:30. Está difícil para dormir
Pelas 22:30 consigo dormir.
Acordo hoje ainda com um pouco de dor de cabeça.
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O Holandês Rens Polman come cogumelos psicodélicos secos com a substância ativa psilocibina e psilocina, conhecida como cogumelos mágicos. Durante sua viagem ele experimenta que usar drogas nem sempre é divertido.
USO:
Você está prestes a experimentar cogumelos mágicos? Tenha em mente o seguinte:
- Você tem que mastigar por um longo tempo, porque será absorvido através da sua mucosa oral.
- Não coma pelo menos 3 horas antes de comer cogumelos, para prevenir a náusea.
- Faça um dia de folga depois de usar cogumelos mágicos, porque você precisa processar a experiência pesada.
- Não use isso quando estiver predisposto a psicose.
DOSE:
A dose depende do tipo de cogumelo e se você tiver cogumelos secos ou frescos.
Fresco: 10 gramas são suficientes para uma boa e forte viagem. Secado: entre 1,5 e 3 gramas é suficiente para uma boa e forte viagem. 5 gramas é a dose necessária para ser abduzido.
RISCOS:
- Viagem ruim
- Flashbacks / Psicose
O poder espetacular dos cogumelos (CC em PT)