Contemplando a Harmonia

Contemplando a Harmonia contém 12 faixas, sendo sete mantras em sânscrito, três mantras tibetanos e dois interlúdios instrumentais do repertório erudito.

O Alimento dos Deuses apresenta um repertório de dança e música erudita e composições autorais,

adequados para locais contemplativos, como teatros, salas de concerto, espaços de yoga, centros de meditação e institutos holísticos

Christhian Beschizza

(Canto, Violão 7 cordas, Violaúde, Viola e Craviola)

Carol Vaz

(Canto, Flauta, Tampura, Dança e Produção Cênica)

Gustavo Dias

(Violino)

Mikael

(Glockenspiel, Gongo, Sinos, Udu, Tambores)

 

Como músicos convidados, participam:

Tiago Abreu - Isteveru (Harpa, Voz)

Thiago Ayer (Viola)

Raphael Leal Gonçalves (Violoncelo)

Num contexto cultural estéril pelas dissonâncias da vida urbana,

semeamos consciência com

 nossa arte visionária

Visite um mistério antigo

de elevação serena,

acalanto e contemplação

 Mantras são objetos de meditação

 que invocam aspirações elevadas,

de culturas orientais milenares

 

Apresentando uma escuta erudita,

trazemos à luz nossa versão de

dez mantras em Sânscrito e Tibetano

entre arranjos de música antiga

e composições autorais

Participantes

  • Vídeos

    Christhian

    Seus instrumentos

    Canto Polifônico

    Violão de 7 cordas

    Violaúde,

    Viola Caipira

    Craviola

    Alto Guitar

    Tampura

    Diretor Artístico

  • Vídeos

    Carol Vaz

    Seus papéis

    Dança e Mudras

    Flauta e Tampura

    Backing Vocals

    Coreografia

    Dramaturgia

    Narração

    Gerenciamento do Figurino

    Comunicação Digital

    Dançarina

  • Vídeos

    Gustavo

    *

    Violinista

  • Vídeos

    Mikael

    Seus instrumentos

    Glockenspiel

    Gongos

    Sinos

    Carrilhão

    Tambores

    Udu

    Percussão Sinfônica

Descrição de Apresentação

O grupo Alimento dos Deuses apresenta um repertório de atmosfera elevada com música e dança, adequados para teatros ou palcos abertos. Oferecemos uma apresentação da turnê de lançamento do álbum "Contemplando a Harmonia", produzido com incentivo do PMIC de Uberlândia (2020). O disco contém 12 faixas, sendo sete mantras em sânscrito, três mantras tibetanos e dois interlúdios instrumentais do repertório erudito.


O repertório completo tem cerca de 72 minutos e consiste em arranjos de música barroca e renascentista com composições autorais de mantras para polifonia vocal, instrumentos de cordas dedilhadas (violão, viola, craviola, harpa), orquestrais (violino, cello, trombone, trompete, teclas), indianos (tampura, taus, bansuri, percussões), percussões sinfônicas (sinos, glockenspiel, gongo, tímpano) e encenação/dança (ballet neoclássico, dança contemporânea e indiana).

A apresentação completa conta com sete participantes, sendo: Christhian Beschizza (Voz e cordas dedilhadas); Carol Vaz (Voz, Flauta, Dança e Atuação); Gustavo Dias (Violino); Mikael (Percussão Sinfônica); Lorrayne Tomé (Voz); Luís Otávio Jr. (Trombone e Trompete), Cacá Sankari (Cello, Taus, Tampura); .

A instrumentação completa para espetáculo requer cachê adicional para transporte ou aluguel de itens específicos e músicos convidados. Também é necessário um sistema de som com técnico experiente e iluminação com operador para palcos amplificados.

TEXTO DO ENCARTE

A fusão entre Meditação e Música é encontrada no canto de Mantras.

Nesse texto, o mestre em música Christhian Beschizza aborda o assunto de forma laica e universal, sem viés sectário ou inclinação ideológica.

O que são e como funcionam Mantras

Um mantra ( मन्त्र ) pode ser compreendido como uma expressão vocal repetitiva, um fonema ou grupo de palavras que os praticantes acreditam ter poderes sagrados, religiosos, mágicos ou espirituais. Alguns mantras têm uma estrutura sintática e significado literal, enquanto outros não. Mantras também são objetos de meditação que invocam aspirações elevadas, herança de culturas orientais milenares, cuja repetição serve como ferramenta para a navegação em diferentes estados de consciência.

 

Mantras são uma tecnologia psicológica, que consiste em concentrar o processamento linguístico da mente através da repetição de palavras premeditadas, afirmações que contextualizam nossas percepções sobre a fala, a intenção e o propósito de nossas ações.

É dito que através da prática na recitação, diluem-se condicionamentos que criamos sobre nós mesmos, através de identificações equivocadas da natureza de nossa existência.

 Cantar enquanto concentrando-se na contemplação de um mantra serve como um mecanismo para estimular a respiração profunda, equilibrar a organização do corpo para uma melhor projeção da voz e direcionar o fluxo mental com aspirações elevadas e intenções conscientes. Uma sessão de entonação favorece a elevação do pensamento, nutrindo nossa contemplação estética e cultivando um senso de presença e pertencimento.

Mantras são uma ferramenta de geração de intenções. É dito que a entonação de mantras elimina os obstáculos mentais, trazendo atenção plena e foco no fluxo mental da imaginação, assim, sua energia nos ajuda a observar a mente de maneira mais abrangente, conhecer e conectar pensamentos virtuosos e colocar as ideias em prática.

 

Existe também um aspecto de familiarização energética com uma vibração abstrata materializada através da voz, manifestação da harmonia através da música, em sua forma de expressão mais imediata a nossa intenção. Ou seja, é necessário que canalizemos nossa presença e intenção para produzir o canto e alimentar a recitação do mantra. Em uma escala mais abrangente, estamos também canalizando presença e intenção para cultivarmos nossa expressão vocal e o conteúdo que cruza essa manifestação pessoal.

 

A entonação de mantras podem ser interpretados pelos praticantes de várias maneiras,

ou mesmo como meras sequências de sons cujos efeitos estão além do significado semântico estrito. Também é possível apreciá-los pelo valor acústico das diferentes pronúncias silábicas do sânscrito, pela beleza das palavras de uma língua ancestral que deu origem às línguas latinas que nos são familiares.

Sabemos ainda que a repetição evocativa de palavras tem efeito relaxante e tranquilizante nas pessoas. Os mantras selecionados para esse álbum são contemplações sobre nosso papel na vida e a relação que nossa imaginação e intenções tem sobre o mundo, e, finalmente, como nos comportamos nele de acordo com os ideais que nutrimos.

Breve História dos Mantras

Os primeiros mantras foram compostos em sânscrito védico na Índia e há pelo menos 3.000 anos. Mantras agora existem em várias escolas de hinduismo, budismo e outras religiões. Hinos litúrgicos e antífonas, composições musicais com conceitos e funções semelhantes aos mantras, também são encontrados nas tradições litúrgicas do cristianismo e taoismo.

O Sânscrito (संस्कृतम्) é uma linguagem indo-européia ancestral, datada de 3500 anos atrás e atualmente em extinção. Exerceu grande influência gramatical no grego e latim antigo que fundamentaram nossa língua. De acordo com as tradições, os mantras são entoados em ciclos de 3, 7, 21 ou 108 repetições, e são usados japamalas para auxiliar na contagem.

 

Sobre a Contemplação Meditativa

As pessoas do século XXI estão constantemente instigados pelos estímulos externos, com as mentes simbioticamente conectadas em seus aparatos computacionais e constantemente desconectados da realidade do momento presente, agitados e ansiosos com circunstâncias passadas e fantasias futuras – incipientes patologias imaginativas, reforçando hábitos mentais de pensamentos insalubres causadores de stress, emoções negativas e depressão.

O direcionamento da atenção ao movimento da nossa própria atenção é uma forma de familiarização com nosso aspecto mais essencial, estar ciente da manifestação da vida.

Com um estado de atenção plena e consciente dos obstáculos de nossas contínuas projeções mentais, temos oportunidades de retornarmos nossa atenção fugaz à realidade imediata de nossa respiração, de nossas sensações corporais, uma bela visão ou escuta de música inspirada. Assim, nos abrimos à oportunidade de testemunhar a paz de consciência em brechas silenciosas entre nossos turbilhões de ideias que perpetuamente cruzam nossa imaginação e que eventualmente motivam nossas ações. A familiarização e cultivo dessa paz de consciência pode ser chamada de contemplação meditativa.

Estudos demonstram que a saúde mental e o aprendizado são amplificados pelo simples exercício da introspecção meditativa. O exercício de se manter atento, imóvel e em silêncio por um curto período de tempo ajuda no foco das atividades propostas com maior envolvimento e descontração. Além disso, é comprovado por uma crescente investigação neurológica os efeitos benéficos da meditação para o desenvolvimento cognitivo, longevidade e bem estar psicológico. O cultivo da capacidade de concentração, atenção e observação tende a aumentar a produtividade nos estudos e no trabalho. Pessoas que desenvolvem hábitos contemplativos podem adquirir a habilidade de lidar com frustrações, e para as ansiosas e de temperamento instável, a prática da respiração consciente pode proporcionar um maior controle dos impulsos e emoções. Podem aprender a reconhecer e expressar sentimentos com maior profundidade. A contemplação transforma a maneira como a pessoa lida com os outros e consigo mesmo, trazendo maior consciência da realidade.

Reflexão Meditativa

Convidamos a serenidade, contemplamos com equanimidade

na presença, a mente esvazia, em acordo com a Harmonia
 

Os mestres do Zhang Zhung Tibetano dizem:

"Só se pode curvar-se perante a base de tudo em silêncio, em não-ação.

Por um momento, deixe tudo como está.

Liberte a sua atenção para que não esteja em lado nenhum em particular.

É uma verdadeira equanimidade.

A meditação suprema é sem definição ou limitações.

Não faça nada em particular, ou esconderá esta meditação ilimitada.

Deixe os seus pensamentos em forma, sem responder a eles ou segui-los.

Eles vão esgotar-se por si mesmos."

 

​Explorar esse mistério, viver a curiosidade adormecida

desperta, do absoluto atrás do senso,

Harmonia do Cosmos, perfeitos mecanismos

sons que reverberam o saber,

nada perdura, nada a perder

É comum ouvir sobre meditação

como uma atividade que é exercida por alguém,

com a intenção de obter alguma experiência

("estados meditativos profundos", "paz e harmonia", "união com deus")

através de alguma técnica, que deve ser aperfeiçoada, praticada ou compreendida

​Mas o que tenho a dizer a respeito é simples e realista,

Meditação é um puro testemunho de consciência

que é atingido por simplesmente repousar-se no mundo com presença

​portanto, meditar não é alguma atividade onde um interlocutor pode estar engajado,

mas é a própria ausência de um engajamento da atenção com a imaginação

 

Um sábio escultor uma vez disse: "A mente é a atividade ou criatividade da consciência na qual a própria consciência parece ficar emaranhada. A consciência parece se perder em sua própria criatividade; ela se encobre com sua própria atividade. Meditação é o desemaranhamento da consciência de sua própria atividade. Na meditação, a simples experiência de estar ciente é libertada de tudo o que temos consciência."


Quando nos sentamos realmente quietos, temos tudo.

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